domingo, 16 de novembro de 2014
terça-feira, 11 de novembro de 2014
ARTIGO
Muro
de Berlim e as fronteiras vibracionais
Paiva Netto
Após a inauguração do Templo da Boa Vontade, em
Brasília/DF, Brasil, em 21/10/1989, testemunhamos, pela TV, em 9 de novembro,
na Alemanha, a queda do Muro de Berlim. Esses dois acontecimentos, que completaram
25 anos, trazem em similitude a vitória da liberdade. A ignorância, porém,
persiste, em várias regiões do mundo, em desejar tolher o direito inerente à
criatura humana de poder exprimir, com equilíbrio, as suas convicções
políticas, científicas, artísticas, filosóficas, religiosas, esportivas, e
assim por diante, na busca de um mundo melhor.
Quem poderia conceber que aquele portentoso
paredão, que muito mais que concreto era ideológico, tombaria? Mas caiu! Da
mesma forma, as fronteiras vibracionais entre esta e outras dimensões também
virão abaixo, mais cedo ou mais tarde.
Universo Invisível
Em 1981, durante a conferência “A Decodificação do
Pai-Nosso”, que realizei em Porto Alegre/RS, Brasil, no Ginásio de Esportes do
Colégio Protásio Alves, convidei o povo que me honrava com sua atenção a
desenvolver este raciocínio:
A Ciência humana, a despeito dos respeitáveis
esforços de tantos abnegados idealistas, encontra-se no início de sua brilhante
trajetória, apesar do extraordinário progresso a que nos tem conduzido. Vejamos
o justificado deslumbramento de suas mais importantes figuras ante a restrita
parcela do Cosmos que se vê. Mas e diante da imensidade que não se enxerga, que
não se descobriu ainda?... Não aludimos apenas ao Universo físico, com suas
galáxias, que é algo realmente de assombrar: só a Via Láctea, da qual fazemos
parte, abarca bilhões de estrelas... É incrível a sua abrangência!... E os mais
poderosos telescópios e radiotelescópios alcançam a mínima parte deste Universo
físico. Os seres humanos, e mesmo os invisíveis de razoável grandeza
espiritual, pois essas são muitas no “Outro Lado” da Vida, acabam também
fascinados, e com muita razão... Entretanto, e a amplitude que até agora não
perlustramos? Aqui está a filigrana: quando arguimos pelo que falta desbravar,
não estamos unicamente a nos referir à composição material dos corpos celestes
que vagam pelo espaço: essa enormidade que os maiores cientistas não puderam
até o presente momento pesquisar nem sequer ver de todo.
Falamos também do Universo Invisível, ultradimensional,
onde as Almas residem, que, no estágio evolutivo da civilização contemporânea,
não pôde, até agora, ser devidamente percebido pelos olhos somáticos nem
acreditado pela Ciência terrestre, em boa parte. E o mais surpreendente: nem
por alguns religiosos que pregam a Vida Eterna. Todavia, quando diversos
pioneiros começam a analisar e estudar as possíveis dimensões em que habitam os
Espíritos, há quem procure depreciar sua labuta. Na verdade, alguns temem
avançar na direção descortinada pelos precursores. De certa forma, é como na
fábula de Esopo: Vulpes et uva. O filósofo e sociólogo Herbert Spencer (1820-1903) acertou
quando definiu que há um princípio utilizado como uma barreira contra qualquer
informação, semelhante à prova oposta a todo tipo de argumento. Esse preceito
jamais pode falhar, de modo a manter a Humanidade numa ignorância contínua e perpétua.
Trata-se de condenar antes de investigar.
A Ciência tradicional deverá preparar-se para
absorver os muitos dados novos coligidos pela Ciência de ponta. Entretanto,
terá de incluir nas novidades o reconhecimento do Mundo Espiritual, não como
resultado de químicas cerebrais que excitariam a mente humana na região do
ilusório, pois esta conclusão é muito cômoda, sobretudo ante a realidade
pluridimensional, onde existe o prolongamento da vida consciente e ativa do
ser, nas esferas ainda imperceptíveis ao sentido visório.
Ainda em 1981, popularmente discorri sobre essa
questão das dimensões materiais do Universo, tendo em vista ensinamentos do
Evangelho e do Apocalipse de Jesus: em geral, cogita-se de grandeza, dimensão,
distâncias físicas... Contudo, os limites do Universo podem igualmente ser
vibracionais... O ser humano falece, o corpo fica... O Espírito (ou como o
queiram chamar), que não pode ser reduzido ao restrito território da mente,
migra para outro Universo ou outros universos, que ainda não se veem... A
Ciência, em seus elevados termos, a posteriori comprova o que
a Religião, de maneira intuitiva, bem antes percebera. A primeira conceitua; a
segunda ilumina, quando realmente Religião e nunca reserva de tabus e
preconceitos. No entanto, a Intuição, conforme afirmamos, é sempre mais rápida.
É a Inteligência de Deus em nós.
José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
terça-feira, 28 de outubro de 2014
Templo da Paz
Paiva Netto
Até 8 de novembro, ocorrem as
celebrações dos 25 anos do Templo da Boa Vontade (TBV), completados no último
dia 21 de outubro.
Quando inaugurei o Templo do
Ecumenismo Divino, em 1989, tivemos a primeira audição mundial da “Sinfonia
Apocalipse”, que compus, em 1987, com a parceria do saudoso
maestro Almeida Prado (1943-2010). Sob a regência de Achille Picchi, ela foi
apresentada pela Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro para a
multidão que lotava a Praça Alziro Zarur, em frente ao TBV. O coro, nessa
melodia, chama, repetidas vezes e com grande Fé: “Vem, Senhor Jesus!”. Trata-se
de uma forte invocação à Paz.
O propósito do
TBV, portanto, é contribuir para que ela seja uma realidade construída pela confraternização
ecumênica de todos. Daí a oportuna sugestão do jornalista Gilberto Amaral de
que o batizássemos também de Templo da Paz.
A alguém que
possa argumentar que defendemos uma utopia, recordo comentário que fiz, em 1981,
durante uma entrevista ao jornalista italiano radicado no Brasil Paulo Parisi
Rappoccio: É justo considerarmos: tudo com Boa Vontade verdadeira tem saída. De
fato, os problemas nacionais e mundiais são imensos, mas por que ir por aí estigmatizando-os
como situação irremediável? Decisivo realmente, e no mais esperançoso sentido,
só a Vida Eterna. Este é um planeta de possibilidades para todos, inclusive no
campo econômico; uns alcançam mais, outros menos. Até quando será assim?
Depende de nós!
Ouçamos a defesa
de Rui Barbosa (1849-1923),
diplomata, político e jurista brasileiro notável, que afirmou: “— Não se evita a guerra preparando a guerra.
Não se obtém a paz senão preparando a paz. Si vis pacem, para pacem”. Essa avançada máxima consta da
Conferência “Os Conceitos Modernos de Direito Internacional”, conhecida como “O
dever dos neutros”, que pronunciou, em 14 de julho de 1916, na Faculdade de
Direito de Buenos Aires, Argentina.
Quem quer que se
pense libertar das manipulações do avidíssimo mercado bélico deve conceber o
espírito que inspirou o corajoso Águia de Haia, quando disse: “Se queres a Paz, prepara-te para a Paz”.
É evidente que é necessária a derrubada da antiga bastilha: “Si vis pacem, para bellum” (Se
queres a paz, prepara-te para a guerra), erguida desde os tempos
cruéis do Império Romano. Ave, Rui!
E aqui o testemunho da bela atriz
Paolla Oliveira, que recentemente esteve no TBV e se expressou sobre a Paz do
local: “Isso é vida, onde todas as
pessoas podem se reunir com o seu credo, com a sua fé, e seguir em frente,
ficarem mais tranquilas de mente e de espírito. Ele é maravilhoso, calmo, é tudo que se
espera de um lugar com arte, vida, tranquilidade. É especial mesmo. Quem
estiver em Brasília, recomendo conhecer”.
José de Paiva Netto ― Jornalista,
radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
artigo
Não existe futuro sem moços
Paiva Netto
Na Legião da Boa Vontade (LBV), não
alimentamos clima para conflito de gerações. Pelo contrário: aliamos ao
patrimônio da experiência dos mais velhos a energia dadivosa dos mais moços. E
o povo ganha com isso.
Estamos constantemente recordando aos jovens
que um dia também terão cabelos brancos. Da mesma forma fraternalmente falamos
aos idosos, lembrando-lhes de que já foram moços... É muito importante não nos
esquecermos disso...
Os jovens amanhã envelhecerão também... Se
quiserem manter o mesmo espírito de esperança, a mesma feição juvenil, apesar
das naturais rugas do tempo e dos sempre belos cabelos brancos, pratiquem o
Bem. Não há outro caminho. É o Espírito que fortalece o nosso ânimo, que nos
concede a beleza eterna da simpatia. Não há melhor cosmético do que a
consciência tranquila.
Pode parecer um paradoxo. Todavia, o país que
desampara os seus idosos não crê no futuro da sua mocidade. Que é a nação, além
de seus componentes? Havendo futuro, os moços envelhecerão. Viverão mais. Irão
aposentar-se... Uma convicção arraigada do gozo imediato das coisas é a
demonstração da descrença no amanhã. E os que podem pensam: “Vamos viver agora, antes que tudo acabe!”.
E os que conseguirem resistir tanto que se danem... Não há exagero algum aqui.
É o que se vê. Tem-se a impressão de que muitos daqueles que desfrutam do vigor
da juventude ignoram a possibilidade de até mesmo alcançar a decrepitude. Mas
poderão chegar lá... Não existe futuro sem moços. Também não o há sem velhos.
Jovem é aquele que mantém o ideal no Bem.
José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
terça-feira, 14 de outubro de 2014
ARTIGO
Em
busca do Criador
Paiva
Netto
Habitantes do Universo — seja ele físico
ou espiritual, com suas
numerosas possibilidades de atuação da criatura —, somos naturalmente
receptivos à cultura do Ecumenismo dos Corações,
instrumento capaz de nos iluminar o raciocínio e a Alma na incessante
busca do Criador.
E não se trata de um roteiro fácil. O religioso que exerce dignamente seu ministério
sofre muito; o cientista de vanguarda em geral padece da incompreensão de seus
pares; o político honesto é constantemente pressionado pela corrupção que envergonha
o planeta; o filósofo de visão avançada se angustia com
o pensamento ainda limitado de sua geração; e assim por diante.
O ALERTAMENTO DE SCHILLER E A FUNÇÃO DA DOR
Em “Jesus, a Dor e a origem de Sua
Autoridade”, livro que estou para lançar, em 8 de novembro, nos 25 anos do TBV, teço longa dissertação sobre a Dor, pois
infelizmente este tem sido o roteiro interpretado pela Humanidade. No entanto,
faço-o inspirado no extraordinário exemplo de
Jesus, o Cristo Ecumênico; portanto, não para a derrota nossa no desânimo, mas visando à vitória, visto que os
tenho capacitado para pegar até do
tormento e, com ele, alavancar a coragem. Meu intuito, assim, é
mostrar a Vocês que a Dor nos fortalece e nos instrui a vencer todos os obstáculos. (...) Suplantar
a adversidade foi uma das maiores lições que Jesus nos legou. E o Pai Celestial deu-Lhe a Sua bênção, fazendo-O
herdeiro do Poder e da Autoridade Dele. Jesus, o Pedagogo Sublime,
misericordiosamente oferta essa Magna Autoridade
— em diversos graus, na escala da experiência celeste — aos que
já tenham compreendido que o governo da
Terra tem início no Plano da Verdade. Estejamos, pois, atentos, porque vivemos, em intensidade vertiginosa — bem que
a maioria não perceba—, a transição apocalíptica
anunciada desde os Profetas do Antigo Testamento, entre eles Daniel,
Isaías, Ezequiel e Zacarias.
Sobre
essa antevista era de transformação planetária, existem os que nela com firmeza
confiam, bem como os que não lhe concedem o mínimo crédito.
Ocorre, todavia, que, na
contemporaneidade, pensadores e cientistas de renome têm vivenciado
preocupações que antes não lhes abalavam o labor, quais sejam, o
aquecimento global, com a aceleração das mudanças climáticas, além do perigo da
guerra pela água, pela futura falta de combustível e pelo espaço vital, tendo em vista o grande crescimento da população do
planeta.
Notamos que algo começa a sacudir os mais renitentes negadores
daquilo que os de
visão espiritual aclarada
percebem com vasta antecedência, como, por exemplo, a existência do Mundo
ainda Invisível, a Morada dos Espíritos.
Friedrich von Schiller (1759-1805),
dramaturgo, poeta, filósofo e historiador alemão, resumiu o quadro atual com as seguintes palavras: “— Se do céu não desce a chispa que inflama, se não se aviva o Espírito,
os corações languescem”.
A função
pedagógica divina da
Dor não é a de nos destruir, porém a de
nos elevar no caminho da salvação. Vejam
por que o Apocalipse foi escrito. E, já lhes disse, ele é uma carta de Amor de Deus a nós, Seus
filhos: “— Bem-aventurados aqueles
que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro de Deus, para que lhes
assista o direito à Árvore da Vida Eterna e para entrarem na cidade [Jerusalém Celestial] pelas portas” (Apocalipse, 22:14).
Novamente destaco: “Aqueles
que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro de Deus”, isto é, em suma, aprender e vivenciar a Santa Doutrina do
Cristo, que fala ao coração e clareia o cérebro e pela qual Ele entregou Sua vida.
Assim, corrigiremos nossos equívocos e teremos nossa Alma limpa por esse Divino Conhecimento.
José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.
domingo, 12 de outubro de 2014
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