quinta-feira, 21 de maio de 2015
terça-feira, 19 de maio de 2015
ARTIGO
Momento de
silêncio e Barão do Rio Branco
Paiva Netto
Há décadas, estabelecemos a cerimônia
de um instante de silêncio antes da oração que sempre inicia as atividades
diárias nas Instituições da Boa Vontade, no intuito de fortalecer a ligação das
equipes solidárias das IBVs com a Espiritualidade Superior, fato que vem se
tornando prática cotidiana em empresas.
Já comentei nas minhas preleções no
rádio e na televisão algo da história do momento de silêncio; no entanto, não
custa relembrar. Em 10 de fevereiro de 1912, faleceu o diplomata, professor e
jornalista José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão do Rio
Branco, um dos maiores chanceleres, senão o maior, que o Brasil conheceu. Era
filho do Visconde do Rio Branco, o criador da Lei do Septuagenário — aos 70
anos os escravos estariam libertos, contudo, quantos alcançariam essa idade?
A morte de Paranhos Júnior foi muito
lamentada. Quando a notícia chegou a Lisboa, a Câmara dos Deputados, sob o
comando de Aresta Branco, suspendeu a sessão por meia hora, como
era tradicional, em respeito ao ilustre diplomata. Porém, o Senado, no dia
posterior, cuja presidência estava a cargo de Anselmo Braamcamp,
secretariado por Bernardino Roque e Bernardo Paes
de Almeida, inovou o costume. O presidente fez uma pausa na reunião e
destacou: “Os altos serviços por aquele estadista prestados a Portugal
e a circunstância de ser ele ministro quando o Brasil reconheceu a república
portuguesa”, conforme o registro do lisboeta Diário de Notícias,
que ainda anotou: “Honrou também o Barão do Rio Branco as tradições
lusitanas da origem da sua família e por tudo isso propôs que durante dez
minutos, e como homenagem à sua memória, os senhores senadores se conservassem
silenciosos nos seus lugares. Assim se fez...”.
Foi a deferência ao grande brasileiro
que retornara à Pátria Espiritual.
O Cristo interno
Diante da vida tão atribulada que
levamos, surge a argumentação: “É dificílimo obter um minuto de
silêncio, que seja, com as crianças correndo, num feliz alarido, o vizinho com
o som superelevado, aquela britadeira em frente da minha janela, ou com os mil
problemas que tenho de enfrentar. Sinto muito, mas não consigo”.
Consegue, sim! Não falo restritamente
da quietude física. Refiro-me em especial àquela buscada dentro do Espírito.
Você mesmo, às vezes num ônibus barulhento, apinhado, quente, o tráfego
intenso, desliga-se pensando naquela questão que precisa sanar. Nada em volta o
perturba ou o estorva. E quando desce do coletivo diz: “Puxa vida!
Parecia impossível sair de tamanha enrascada e agora, naquele bendito ônibus,
embora jogando calor em mim, a solução apareceu”. Por quê?! Porque Você
entrou no silêncio, dialogou com o seu Cristo interno, com a ajuda do Espírito
Santo.
Tudo na existência material é
relativo. Basta ver que nas guerras pessoas se matam na presença de paisagens
extraordinárias que Deus lhes oferece para acender no âmago justamente a
vontade de viver.
Maior riqueza
Os guris estão correndo, abrindo a
geladeira, está uma confusão no meio da rua? Você saberá entrar no silêncio de
si mesmo, de si própria, para sentir no íntimo a influência divina. Aproveite
esses instantes de meditação, leia o Evangelho de Jesus, riqueza
imensa deste e do Outro Mundo, e verá quantos benefícios a sua vida receberá.
Mas, primeiro, vamos aplacar os ruídos da Alma. Um minuto de silêncio.
TBV
O Templo da Boa Vontade, em Brasília,
é hoje amplamente reconhecido como excelente local para a criatura aquietar o
coração e elevar o pensamento ao mais Alto, ganhando assim forças para seguir
avante. O TBV preconiza o Ecumenismo Total, expressão criada pelo saudoso
fundador da LBV, Alziro Zarur (1914-1979), o qual propõe a fraterna aliança da
Humanidade da Terra com a do Mundo Espiritual Superior e com qualquer
civilização que possa haver no Espaço.
José
de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
segunda-feira, 11 de maio de 2015
terça-feira, 14 de abril de 2015
LBV
Em Petrópolis, LBV abre inscrição para curso de manicure
O Centro Comunitário de Assistência Social, Legião da Boa Vontade (LBV), em Petrópolis está com inscrições abertas para novas turmas dos cursos gratuitos profissionalizantes de Manicure. As vagas são oferecidas pelo programa Capacitação e Inclusão Produtiva.
Durante a capacitação, que dura dois meses, as participantes aprendem o passo a passo de pintura e decoração das unhas, higienização e esterilização dos equipamentos, e ainda recebem todo material necessário para o aprendizado da profissão.
O curso, destinados a pessoas com idade superior a 14 anos, visa ao desenvolvimento de habilidades necessárias para se integrar ao mundo do trabalho. Para se inscrever, o interessado deve comparecer à LBV, das 9h às 16 horas, levando xerox do documento de identidade (RG), Cadastro de Pessoa Física (CPF) e um comprovante de residência. Menores de 18 anos deverão estar acompanhados de um dos pais ou responsável. As aulas têm início no dia 04 de maio.
Em Petrópolis, RJ, o Centro Comunitário de Assistência Social, da Legião da Boa Vontade, está localizado na Av. Luiz Pellegrini, 128 — Cascatinha. Para outras informações, ligue: (24) 2233-1400.
sexta-feira, 10 de abril de 2015
ARTIGO
Solidariedade com a
Terra
Paiva Netto
Desde o
Protocolo de Kyoto, em 1997, pouco se alcançou de concreto. Ao ser entrevistado
para a revista Boa Vontade,
o dr. Kiyo Akasaka, então
subsecretário-geral da ONU para Comunicação e Informação Pública, na época
embaixador do Japão e um dos principais negociadores de seu país nos debates
sobre as mudanças climáticas, revelou que “somente
em 2005, após a aceitação desse protocolo pela Rússia, é que ele passou a
vigorar. Isso levou bem mais tempo do que esperávamos. Na Conferência de Kyoto,
ocasião em que o protocolo foi assinado, estávamos na expectativa de que, em
2005, começariam novas negociações. Estamos em 2009, portanto, já são quatro
anos de atraso. Na Dinamarca, esperamos conseguir um acordo que abranja tanto
os países desenvolvidos quanto aqueles em desenvolvimento. (...) Em muitos
países, (...) a sociedade civil e as pessoas em geral estão bem mais
conscientes da necessidade de lidar com essas questões, porque se têm observado
os efeitos das mudanças climáticas no aumento do nível do mar, nas tempestades,
nas secas, no derretimento de geleiras nos Alpes... Algo precisa ser feito”.
Parecer
compartilhado pelo mestre e doutor em Economia Sérgio Besserman, igualmente registrado pela revista Boa Vontade: “Há, de fato, uma consciência de que é
totalmente necessário tomar medidas rápidas, emergenciais, muito profundas, de
modo que as economias do mundo, e não apenas a produção, mas o consumo, aquilo
de que todos participamos também, mudem e passem a emitir menos gases do efeito
estufa, com o objetivo de evitar piores cenários de aquecimento global. (...)”.
Indagado
sobre quais providências devem ser tomadas, o prof. Besserman foi categórico: “Eu diria que há ainda muita inércia. É
natural que haja certo conservadorismo diante de mudanças, somos assim; se o
médico nos dá uma má notícia ficamos zangados com o médico, buscamos outro. Só
quando a gente está convencido de que precisa emagrecer, fazer exercícios, ter
hábitos saudáveis, de que necessita dar atenção à Espiritualidade, só então a
gente encontra forças para mudar. O mundo não é tão diferente, ele já tem certa
consciência da necessidade de considerar que o planeta é finito; temos de respeitar
o ritmo em que a Natureza renova os serviços que ela nos dá, mas isso ainda não
encontrou forças suficientes para se tornar em ação e início da transformação
necessária neste século 21”.
Mirdes de Oliveira, pós-graduada em meio ambiente e sociedade, falando ao
programa Biosfera, da Boa
Vontade TV (canal 20 da SKY), observou-nos a resposta que o orbe está dando
ante a ação humana: “A cada dia vemos as
mudanças das temperaturas: o frio cada vez mais intenso e o calor castigando as
regiões com estiagens. Temos também o problema das chuvas. Esse é um grande
exemplo porque antigamente tínhamos chuva de verão, mas hoje não: a cada ano
que passa, o que vemos são fortes tempestades. Com isso acabamos tendo outro
tipo de poluição, provinda da água dos rios que entra nas casas, podendo
trazer, por exemplo, a leptospirose”.
Fica
explícito que, acima de tudo, o assunto exige urgente cooperação individual e
coletiva. Sem solidariedade com a própria Terra, não sobrará ninguém para
contar a história.
José de Paiva Netto, jornalista, radialista
e escritor.
terça-feira, 7 de abril de 2015
ARTIGO
Altruísmo — uma revolução
Paiva Netto
Ao falarmos em Amor fraterno e Universal, absolutamente não nos queremos situar no reino das nuvens. Temos, contudo, certeza de que o sentimento bom, de generosidade, é fator primordial para uma civilização em que o Espírito Eterno do ser humano seja o fulcro. Sobre este, o Espírito, se firma a revolução que ainda urge ser concluída, aquela que se realiza na Alma das criaturas e por intermédio delas se perpetua. E aí entra a educação eficiente.
Lição do saudoso sociólogo Herbert de Souza (1935-1997), o Betinho, que devemos recordar: “A partir da ética é possível formular os cinco princípios concretos da democracia: igualdade, liberdade, diversidade, participação e solidariedade — existindo simultaneamente”.
Bem merecido e exato foi o prêmio cultural que recebeu no fim de 1996, do Parlamento Mundial da Fraternidade Ecumênica, o ParlaMundi da LBV, em Brasília/DF: a “Ordem do Mérito da Fraternidade Ecumênica”, na categoria “Solidariedade”. Como escrevi no artigo “Um cidadão chamado Solidariedade”: A luta contra a fome, da qual Betinho se tornou poderoso aríete, naturalmente reclama constantes investidas. (...)
De meu ensaio literário Sociologia do Universo, consoante nossa crença no valor do altruísmo, ressalto que não é por acreditarmos nele, até na área dos negócios, que devamos ser considerados tolos. Temos consciência plena dos estorvos, até mesmo nos campos econômico e social, a exemplo da tragédia da corrupção, que qualquer comunidade ou país precisa corajosamente enfrentar e ultrapassar. Ao propormos, há décadas, a Economia da Solidariedade Espiritual e Humana como Estratégia de Sobrevivência, tomamos parte na rigorosa torcida que deseja ver os muitos senões que prejudicam trabalhadores, empresas, sociedade e crenças em definitivo corrigidos por aqueles capazes de fazê-lo.
Quando mais o ameaça a violência, o desenvolvimento de um povo não pode prescindir do espírito humanitário, aliado ao de íntegra justiça. Os persas, que seguiam a doutrina de Zaratustra (628-551 a.C.), ensinavam: “Aquele que é indiferente ao bem-estar dos outros não merece ser chamado homem”.
Um dos mais expressivos filósofos espanhóis, José Ortega y Gasset (1883-1955) vem ao encontro desse antigo preceito, ao afirmar: “Estado e projeto de vida, programa de ação ou conduta humanos são termos inseparáveis. As diferentes classes de Estado nascem das maneiras segundo as quais o grupo empreendedor estabeleça a colaboração com os outros”.
Deng Xiaoping (1904-1997), que iniciou no século 20 uma série de profundas reformas na China, destacou uma lição do que não se deve fazer para alcançar a concórdia: “Há pessoas que criticam os outros para ganhar fama, pisando os ombros alheios para ascender a posições-chave”.
Por tudo isso, o que sugerimos, alicerçados em Jesus, vai além do que inspirou a economia solidária estudada pelo ilustre sociólogo Émile Durkheim (1858-1917). A Economia da Solidariedade Espiritual e Humana, que preconizamos, é holística, porquanto nos convida a vislumbrar a nossa verdadeira origem, a espiritual. Somente assim haverá a humanização e a espiritualização do Estado e da própria criatura, ou seja, sob o banho lustral da Caridade Ecumênica, que não faz distinção de pessoas, pois considera que — acima de cor, crença, descrença, visão política, filosofia, orientação sexual, idade — estamos diante de seres terrenos, que suplicam por socorro e compreensão (...).
Bem a propósito, declarou o heroico Nelson Mandela (1918-2013): “A bondade humana é uma chama que pode ser oculta, jamais extinta”.
Portanto, coloquemos sempre um pouco de misericórdia, somada ao justo bom senso, no nosso olhar, nas atitudes para com o próximo, conhecido ou não; na interação com o vizinho, seja ele indivíduo ou país. A verdadeira Paz pode vir também desse entendimento.
É indispensável, porém, jamais nos esquecermos desta eloquente reflexão de Confúcio (551-479 a.C.): “Paga-se a bondade com a bondade, e o mal com a justiça”.
José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com
Paiva Netto
Ao falarmos em Amor fraterno e Universal, absolutamente não nos queremos situar no reino das nuvens. Temos, contudo, certeza de que o sentimento bom, de generosidade, é fator primordial para uma civilização em que o Espírito Eterno do ser humano seja o fulcro. Sobre este, o Espírito, se firma a revolução que ainda urge ser concluída, aquela que se realiza na Alma das criaturas e por intermédio delas se perpetua. E aí entra a educação eficiente.
Lição do saudoso sociólogo Herbert de Souza (1935-1997), o Betinho, que devemos recordar: “A partir da ética é possível formular os cinco princípios concretos da democracia: igualdade, liberdade, diversidade, participação e solidariedade — existindo simultaneamente”.
Bem merecido e exato foi o prêmio cultural que recebeu no fim de 1996, do Parlamento Mundial da Fraternidade Ecumênica, o ParlaMundi da LBV, em Brasília/DF: a “Ordem do Mérito da Fraternidade Ecumênica”, na categoria “Solidariedade”. Como escrevi no artigo “Um cidadão chamado Solidariedade”: A luta contra a fome, da qual Betinho se tornou poderoso aríete, naturalmente reclama constantes investidas. (...)
De meu ensaio literário Sociologia do Universo, consoante nossa crença no valor do altruísmo, ressalto que não é por acreditarmos nele, até na área dos negócios, que devamos ser considerados tolos. Temos consciência plena dos estorvos, até mesmo nos campos econômico e social, a exemplo da tragédia da corrupção, que qualquer comunidade ou país precisa corajosamente enfrentar e ultrapassar. Ao propormos, há décadas, a Economia da Solidariedade Espiritual e Humana como Estratégia de Sobrevivência, tomamos parte na rigorosa torcida que deseja ver os muitos senões que prejudicam trabalhadores, empresas, sociedade e crenças em definitivo corrigidos por aqueles capazes de fazê-lo.
Quando mais o ameaça a violência, o desenvolvimento de um povo não pode prescindir do espírito humanitário, aliado ao de íntegra justiça. Os persas, que seguiam a doutrina de Zaratustra (628-551 a.C.), ensinavam: “Aquele que é indiferente ao bem-estar dos outros não merece ser chamado homem”.
Um dos mais expressivos filósofos espanhóis, José Ortega y Gasset (1883-1955) vem ao encontro desse antigo preceito, ao afirmar: “Estado e projeto de vida, programa de ação ou conduta humanos são termos inseparáveis. As diferentes classes de Estado nascem das maneiras segundo as quais o grupo empreendedor estabeleça a colaboração com os outros”.
Deng Xiaoping (1904-1997), que iniciou no século 20 uma série de profundas reformas na China, destacou uma lição do que não se deve fazer para alcançar a concórdia: “Há pessoas que criticam os outros para ganhar fama, pisando os ombros alheios para ascender a posições-chave”.
Por tudo isso, o que sugerimos, alicerçados em Jesus, vai além do que inspirou a economia solidária estudada pelo ilustre sociólogo Émile Durkheim (1858-1917). A Economia da Solidariedade Espiritual e Humana, que preconizamos, é holística, porquanto nos convida a vislumbrar a nossa verdadeira origem, a espiritual. Somente assim haverá a humanização e a espiritualização do Estado e da própria criatura, ou seja, sob o banho lustral da Caridade Ecumênica, que não faz distinção de pessoas, pois considera que — acima de cor, crença, descrença, visão política, filosofia, orientação sexual, idade — estamos diante de seres terrenos, que suplicam por socorro e compreensão (...).
Bem a propósito, declarou o heroico Nelson Mandela (1918-2013): “A bondade humana é uma chama que pode ser oculta, jamais extinta”.
Portanto, coloquemos sempre um pouco de misericórdia, somada ao justo bom senso, no nosso olhar, nas atitudes para com o próximo, conhecido ou não; na interação com o vizinho, seja ele indivíduo ou país. A verdadeira Paz pode vir também desse entendimento.
É indispensável, porém, jamais nos esquecermos desta eloquente reflexão de Confúcio (551-479 a.C.): “Paga-se a bondade com a bondade, e o mal com a justiça”.
José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com
segunda-feira, 6 de abril de 2015
artigo
Viver é melhor!
O suicídio não resolve as angústias de ninguém.
Paiva
Netto
De vez em
quando, surge alguém a falar sobre o suicídio, como se ele fosse uma glória, a
do desaparecimento das dores e das perturbações da vida.
No entanto, isso é um grande engano, no qual
ninguém deve precipitar-se, porquanto todo aquele que procurar no fim da
existência humana o esquecimento de tudo encontrará o supremo despertar da
inteligência flagrada em delito, porque, buscando o fim, achará vida e suas
cobranças acerca do que o suicida terá feito com ela.
A morte não é o término da existência humana. Como
dizia o saudoso Proclamador da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo,
Alziro Zarur (1914-1979), “ela não existe em nenhum ponto do
Universo”.
Realmente, porque nem o cadáver está morto. Ao
desfazer-se, libera bilhões de formas minúsculas que vão gerar outras maneiras
de existir.
Você não acredita? Tem todo o direito. Mas se for
verídico?! Premie-se, minha amiga, meu amigo, com o direito à dúvida, base do
discurso científico, que, na perquirição incessante, continua rasgando estradas
novas para a Humanidade.
Pense no fato de que, se o que afirmamos aqui for
realidade, Você encontrar-se-á, após um pseudoato libertário (o suicídio),
terrivelmente agrilhoado (ou agrilhoada). Achar-se-á em uma situação para a
qual, de jeito algum, estava preparado (ou preparada). Para quem apelar se, de
início, afastou de si todos os entes queridos e alegrias que teimava em não
ver?! Naquele momento, tardiamente, gostaria de voltar a enxergá-los. E,
somente à custa de muitas orações, que Você, talvez, jamais, ou raras vezes,
tenha proferido na Terra, perceberá, num gesto de humildade, uma luz que se lhe
acendam nas trevas. Apenas desse modo poderá reencetar, depois de muitas dores,
cobradas por seu próprio Espírito, uma caminhada que se terá tornado mais
áspera.
Como se diz, na Religião Divina, “o suicídio não
resolve as angústias de ninguém”; portanto, nem as suas.
Meu Irmão, minha Irmã, a Vida continua sempre, e
lutar por ela vale a pena. Por pior que seja a escuridão da noite, o Sol
nascerá, trazendo claridade aos corações.
Ainda mais, se passarmos os olhos pelo redor do
nosso dia a dia, veremos que existem aqueles, seres humanos e até mesmo
animais, em situação mais dolorosa, precisando que lhes seja estendida mão
amiga. Não devemos perder a oportunidade de ajudar. Àquele que auxilia não
faltará nunca o amparo bendito que lhe possa curar as feridas.
Viver é melhor!
José de Paiva Netto, jornalista, radialista
e escritor.
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