sexta-feira, 13 de maio de 2016

ARTIGO Ecumenismo dos corações

Ecumenismo dos corações*

 

Paiva Netto


Quando falamos em Ecumenismo, queremos dizer universalismo, do Bem, Fraternidade sem fronteiras, Solidariedade internacional, visto que entendemos a Humanidade como uma família. E não existe uma só em que todos os filhos tenham o mesmo comportamento. Cada um é um cosmos independente, o que não significa dizer que esses “corpos celestes” tenham de esbarrar uns nos outros. Seria o caos. (...) Referimo-nos ao Ecumenismo dos Corações do sentimento bom, que independe das diferenças comuns da família humana, em que as pessoas raciocinam de acordo com o amadurecimento próprio, com a extensão do seu saber ou da falta dele. Aquele que nos convence a não perder tempo com ódios e contendas estéreis, mas a estender a mão aos caídos, pois se comove com a dor, tira a camisa para vestir o nu, contribui para o bálsamo curador de quem se encontra enfermo, protege os órfãos e as viúvas, como ensina Jesus, no Evangelho, segundo Mateus, 10:8. Quem compreende o alto sentido do Ecumenismo dos Corações sabe que a Educação com Espiritualidade Ecumênica é fundamental para o progresso dos povos, porque Ecumenismo é Educação aberta à Paz, para o fortalecimento de uma nação (não para que domine as outras); portanto, o abrigo de um país e a sobrevivência do orbe que nos agasalha como filhos nem sempre bem-comportados. 
Basta lembrar o lamentável fenômeno do aquecimento global, cada vez menos desmentido pelas maiores cabeças pensantes do mundo. (...) Os vanguardeiros — ecólogos, políticos e cientistas de ponta — já procuram soluções práticas para conter a poluição, que nos envenena desde o útero materno. (...)
Conforme afirmei, em 1981, ao jornalista Paulo Rappoccio Parisi (1921-2016) e reproduzi na revista Globalização do Amor Fraterno, nunca como agora se fez tão indispensável unir os esforços na luta contra a fome e pela preservação da vida no planeta. É imperioso aproveitar o empenho de todos, ecologistas e seus detratores, assim como trabalhadores, empresários, o pessoal da mídia (escrita, falada e televisionada, e, agora, eu incluo a internet), sindicalistas, políticos, militares, advogados, cientistas, religiosos, céticos, ateus, filósofos, sociólogos, antropólogos, artistas, esportistas, professores, médicos, estudantes ou não (bem que gostaríamos que todos se encontrassem nos bancos escolares), donas de casa, chefes de família, barbeiros, manicures, taxistas, varredores de rua e demais segmentos da sociedade.
A primeira mulher a ir ao espaço (1963), a cosmonauta russa Valentina Tereshkova, resumiu numa frase que muito tem a ver com a gravidade do que estamos enfrentando ante o problema do aquecimento global: “Uma vez que você já esteve no espaço, poderá apreciar quão pequena e frágil a Terra é”.
O assunto tornou-se dramático, e suas perspectivas, trágicas. Pelos mesmos motivos, urge o fortalecimento de um ecumenismo que supere barreiras, aplaque ódios, promova a troca de experiências que instiguem a criatividade global, corroborando o valor da cooperação sócio-humanitária das parcerias, como, por exemplo, nas cooperativas populares em que as mulheres têm grande desempenho, destacado o fato de que são frontalmente contra o desperdício. Há realmente muito que aprender uns com os outros. O roteiro diverso comprovadamente é o da violência, da brutalidade, das guerras, que invadem os lares em todo o orbe.
Alziro Zarur (1914-1979), saudoso Proclamador da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, enfatizava que as batalhas pelo Bem exigem denodo.
Simone de Beauvoir (1908-1986), escritora, filósofa e feminista francesa, acertou ao afirmar: “Todo êxito envolve uma abdicação”.
Resumindo: cada vez que suplantarmos arrogância e preconceito, existirá sempre o que absorver de justo e bom com todos os componentes desta ampla “Arca de Noé”, que é o mundo globalizado de hoje. Daí preconizarmos a união de todos pelo bem de todos, porquanto compartilhamos uma única morada, a Terra. Os abusos de seus habitantes vêm exigindo providência imperativa: ou integra ou desintegra (...), razão por que devemos trabalhar estrategicamente em parcerias que promovam prosperidade efetiva para as massas populares.
Nosso tempo requer, sem delongas, que se desenvolva uma real consciência dos problemas sociais que precisam de solução para ontem. Jamais é ou foi suficiente levantar o vidro do carro. A necessidade de reformas bate às portas. Façamo-las antes que processos traumáticos da sociedade cobrem atitude. E aí, além dos anéis, ir-se-ão os dedos. Não faltam exemplos na História.
________________________
* Trecho extraído do artigo “Oito Objetivos do Milênio”, publicado na revista Globalização do Amor Fraterno (português, inglês, francês, alemão, italiano, espanhol e esperanto), entregue aos chefes de Estado e demais representações durante o High-Level Segment 2007, da ONU, em Genebra (Suíça).

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com 


domingo, 8 de maio de 2016

Artigo: Todas as mulheres são mães

Todas as mulheres são mães

 

Paiva Netto


Na Legião da Boa Vontade, LBV, a visão que temos da maternidade é ampla. É o que comentei em 22 de maio de 1988, na Folha de S.Paulo: Deus, Mãe e Pai dos seres humanos, é universal abrangência. Assim sendo, Mães não são apenas as que geram filhos carnais. Também são aquelas que se consagram à sobrevivência dos filhos dos outros: as crianças órfãs, até mesmo de pais vivos; as das Mães que precisam trabalhar e não têm pessoa de confiança com quem deixá-las; as das que são irremediavelmente enfermas. Tal como se lê no “Poema do Grande Milênio”, de Alziro Zarur (1914-1979): "(...) Os filhos são filhos de todas as mães, e as mães são as mães de todos os filhos".
Mães são ainda as que se devotam à Arte, à Literatura, à Ciência, à Filosofia, à Religião, à Política, à Economia, afinal a todos os setores do pensamento ou ação criadora, a gerar “filhos” de sua dedicada competência pelo desenvolvimento da Humanidade. A LBV não ergue bastilhas, pelo contrário, as derriba com renovada Boa Vontade. (...)
Muito oportuna também é outra composição poética do velho Zarur: “Poema das Mães”, uma ode à face maternal, à necessidade da marca afetuosa e forte deste ser no governo dos povos:

 

"Poema das Mães"

"Desde que o mundo é mundo, até onde vai/ O arqueológico olhar da pré-História,/ Na família dos nobres ou da escória/ A mãe não manda, pois quem manda é o pai.
"Sem pretensão alguma a Nostradamus,/ Eu creio que a razão desse destino/ Da mulher-mãe, que todos subjugamos,/ É o Deus antropomorfo-masculino.
"‘Se é homem o Criador (raciocinaram/ Os argutos filósofos de antanho),/ Façamos das mulheres um rebanho...’ / E assim fizeram quando assim pensaram.
"Desde então, temos visto a velha farsa/ Representada, com solenidade,/ Nos países de toda a Humanidade/ Onde a moral pré-histórica anda esparsa.
“‘As mulheres não podem entender-nos’,/ Diziam os despóticos senhores./ E fomos vendo, em séculos de horrores,/ A falência dos homens nos governos.
“Ao meditar, em raras horas mansas,/ Cheguei a conclusões desprimorosas:/ Os homens são crianças rancorosas,/ Sem a graça espontânea das crianças.
“Só então compreendi o caos da guerra,/ Em seus apavorantes misereres:/ Coisa impossível de se ver na terra,/ Quando os governos forem de mulheres.
“Assim é que não pode continuar!/ Porque os ‘chefes’ — piores do que os cães/ Hidrófobos — têm este singular/ Defeito imenso de não serem mães”.

 

Retrato de Mãe

Abro a revista BOA VONTADE e encontro esta joia do saudoso bispo chileno Dom Ramón Ángel Jara (1852-1917): “Existe uma simples mulher que possui um pouco de Deus pela imensidade de seu Amor, e muito de anjo pela constância de sua dedicação. Mulher que, sendo jovem, pensa como anciã; e, na velhice, trabalha como se tivesse o vigor da juventude; se é ignorante, decifra os problemas da vida com mais acerto do que um sábio; sendo culta, amolda-se à simplicidade das crianças; quando pobre, considera-se bastante rica com a felicidade daqueles que ama; e, sendo rica, daria com prazer sua riqueza para não sofrer a injúria da ingratidão. Forte ou intrépida, entretanto estremece ante o choro de uma criancinha; franzina, se reveste, às vezes, da bravura de um leão. Mulher que, enquanto viva, não sabemos dar-lhe o devido valor, porque a seu lado todas as nossas dores se apagam... Mas, depois de morta, daríamos tudo o que somos e tudo o que temos para vê-la de novo um só instante e dela receber a carícia de seus abraços, uma palavra de seus lábios... Não exijais de mim que diga o nome dessa mulher se não quiserdes que eu inunde de lágrimas este álbum, porque já a vi passar em meu caminho. Porém, quando os vossos filhos crescerem, lede-lhes esta página. E eles, cobrindo-vos de beijos, dirão que um pobre viandante, em retribuição da magnífica hospedagem recebida, deixou gravado neste álbum, para todos, o retrato de sua própria Mãe”.
Dizem que Mãe não tem rima. Será?! Então secou-se-lhes a musa, ou saiu em férias... Mas não semelhantemente à famosa experiência de Guerra Junqueiro (1850-1923).
Amor faz rima perfeita com Mãe. Mãe é eterna também.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com 


sábado, 7 de maio de 2016

artigo

Horizonte além do horizonte

Paiva Netto


Em 24 de outubro de 2009, durante as comemorações dos 20 anos do Templo da Boa Vontade, localizado em Brasília/DF, lancei a primeira e, portanto, histórica publicação da Academia Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, cujo tema principal é o revolucionário “Amai-vos como Eu vos amei” de Jesus, a estrutura de um mundo novo.
Permitam-me, então, trazer-lhes trechos do que os jovens integrantes da Academia escreveram sobre A Proclamação do Novo Mandamento de Jesus – A saga heroica de Alziro Zarur (1914-1979) na Terra:
“O Cristo, enquanto caminhou pelo mundo, deixou parábolas e exemplos pragmáticos do Amor e da Justiça Divinos, incluindo a Lei capaz de nos transformar para sempre e de nos fazer entender a origem e o objetivo da existência. Depois de quase dois milênios, o Brasil foi palco da revelação pouco estudada e de reconfortante conceito: em 7 de Setembro de 1959, o saudoso fundador da LBV, Alziro Zarur, fez, em Campinas/SP, a Proclamação do Mandamento Novo: ‘Amai-vos como Eu vos amei’ (Evangelho, segundo João, 13:34). É a História dessa revelação, da ordem espiritual de criar a LBV e do avanço da Obra na Seara do Bem que a Academia Jesus resumidamente narra neste livro. E diga-me, amigo leitor, amiga leitora, que pessoa ou povo não carece desse Amor Celeste para, de fato, viver uma sociedade melhor, porquanto justa? O contrário disso é o que infelizmente se vem alastrando pelo mundo: poluição, violência, temor, guerras. A Proclamação do ‘Amai-vos’ de Jesus é definida por Paiva Netto como ‘um dos atos mais comoventes e decisivos da História — o tempo provará’. E completa: ‘(...) A visão que a Sabedoria imanente do Mandamento Novo nos abre torna compreensível o incompreensível; suportável, o insuportável’.
“A Academia Jesus é composta pelo Instituto de Estudo, Pesquisa e Vivência do Novo Mandamento de Jesus e pelo Instituto de Estudo e Pesquisa da Ciência da Alma. Por meio da produção de um saber que a todos conforte, isto é, espiritual e terreno, tem por objetivo dessectarizar a maneira como alguns veem o Cristo de Deus e o Cristianismo, isto é, mostrar a influência e a aplicabilidade das lições universais e eternas do Acadêmico Celeste em todos os campos do conhecimento, que não se limita às fronteiras físicas”.

Além do além
Todo esse esforço de Fé Realizante que os jovens de Boa Vontade descrevem visa demonstrar o acanhamento de qualquer campanha infrene de reducionismo de todo o significado divino-humano de Jesus, que, no famoso diálogo com Nicodemos (Evangelho, segundo João, 3:1 a 21), nos desperta para o fato de que existe uma Espiritualidade além da espiritualidade, uma Filosofia além da filosofia, uma Ciência além da ciência, uma Economia além da economia, uma Política além da política, uma Arte além da arte, um Esporte além do esporte, uma Existência além da existência, um Horizonte além do horizonte, um Deus Divino além do deus humano. A Academia Jesus nasce para iluminar o conteúdo ideológico (espiritual e humano) dos seres de Boa Vontade, da Terra e do Céu da Terra, em todas as áreas de atuação, para que sua forma de exprimir-se e de existir não seja espiritualmente vazia, e que, por isso, a Doutrina do Cristo, em Espírito e Verdade, à luz do “Amai-vos” (Evangelho, segundo João, capítulos 13 e 15) cumpra sua notável tarefa de esclarecer e libertar as criaturas, pois o Criador deseja que ninguém se perca (Segunda Epístola de Pedro, 3:9). Por isso, criou a Lei das Reencarnações ou das possibilidades sucessivas de remissão (...).
Eis, em suma, a mensagem de Jesus que esses jovens querem ressaltar: a Paz para todos os povos e nações, de modo que definitivamente se aliem, como no caso da sobrevivência da Terra — governo e povo, empresários e ONGs ambientalistas e assim por diante. A questão é conduzir a Economia pensando no Capital de Deus, o ser humano.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com 


sexta-feira, 6 de maio de 2016

LBV - 55 anos amparando famílias em Nova Friburgo

 LBV - 55 anos amparando famílias em Nova Friburgo
O evento reuniu colaboradores, voluntários, parceiros, autoridades e atendidos pela Instituição

A Legião da Boa Vontade completou no último dia 4 de maio, o seu 55º aniversário na cidade de Nova Friburgo, Região Serrana do Estado do RJ. Por meio do seu Centro Comunitário de Assistência Social, a Instituição presta relevante trabalho que contribui, de forma eficaz, para a melhoria da qualidade de vida das famílias de baixa renda atendidas, advindas das comunidades do entorno.
Num clima de descontração e felicidade, a comemoração aconteceu na última terça-feira, dia 24 de maio, onde crianças, jovens, idosos e adultos atendidos pelos diversos programas socioeducacionais, confraternizaram com os visitantes, colaboradores, voluntários, parceiros e ilustres personalidades que prestigiaram o evento.
O senhor Manuel Carlos Souza fala da satisfação em participar das atividades voluntárias da Entidade: “me sinto muito feliz, ainda mais por conhecer em vida, o saudoso Alziro Zarur, em 1951. Me sinto muito feliz em ser um voluntário e ensinar as senhoras da terceira idade, o que eu sei de arte. Me dá ânimo pra mais alguns anos, ensinar um pouco mais.”  Ele aproveitou a oportunidade para parabenizar o Diretor-Presidente da LBV, pelos 60 anos de trabalho na Seara do Bem: “não esmoreça, continue, o senhor está no caminho certo. Queria que todas as autoridades do nosso País tivessem o mesmo empenho que o senhor tem com a juventude e com a terceira idade. Se todos fizessem o que o senhor está fazendo, o mundo seria um mundo de amor, um mundo de Jesus.”
Tenente Hélio Dias, representando o 6º Grupamento de Bombeiros do município, avalia o trabalho da Legião da Boa Vontade, com suas instalações reformadas e oferecendo à população, com o imprescindível apoio do povo e de parceiros, os programas Criança: Futuro no Presente!; Capacitação e Inclusão Produtiva e o Vida Plena: “ é um prazer estar aqui, nesta festividade de 55 anos da LBV, nesta cidade, e parabenizar as instalações bem arejadas, amplas e o belo trabalho sociocultural que vocês realizam com as crianças e as pessoas da terceira idade.”
Daniel Felipe Almeida da Silva, 12 anos, participa do programa Criança: Futuro no Presente! fala o porquê de sua mãe procurou a Instituição: “minha confiou na LBV e achou legal eu e meus irmãos frequentarmos aqui. Aprendi várias coisas: mais educação, tocar flauta, ter respeito pelos outros. Minhas notas melhoraram muito depois que vim pra cá. Irmão Paiva, o senhor foi incrível para ajudar muita gente e inclusive, eu.”
Éllida Mariane Barbosa, responsável da LBV, fala da atuação na cidade: “há 55 anos a LBV se instalou e desde então, vem fazendo  a diferença na cidade, com os programas socioeducacionais (Criança: Futuro no Presente!; Capacitação e Inclusão Produtiva e o Vida Plena)e com a ajuda do povo para mudar a comunidade, de uma forma geral, para melhor.
Barney Campos, repórter da Lual TV, antiga parceira da LBV, também prestigiando o aniversário e registrando tudo para a emissora: “nós fazemos sempre reportagem aqui, na LBV, vizinha da gente. Temos sempre a oportunidade de mostrar o trabalho que a LBV desenvolve. Eu lembro da primeira reportagem que fiz aqui, que foi a entrega das Cestas de alimentos, no Natal. Inclusive, ajudei a entregar as cestas. Muitas famílias atendidas, muita gente elogiando, muitas senhoras, muitas crianças. A gente vê que a Instituição tem um trabalho fundamental na sociedade, porque num País que carece tanto de educação, de segurança, a LBV tem um papel fundamental nisso, e vem praticando com muita excelência no bairro de Olaria, que é o maior bairro de Friburgo. A Instituição tem uma importância muito grande pra cidade. É uma via de mão dupla, as TVs têm um papel social muito grande na cidade, e a gente, graças a Deus é parceiro dessa Instituição, sempre que a gente pode, vem em todos os eventos, cobrindo com o maior prazer, coloca as chamadas da LBV durante a programação de todas as campanhas. A Lual TV pode dizer que é parceira, na prática, da LBV.”
O Centro Comunitário de Assistência Social da LBV está localizado na Rua Júlio Antonio Thurler, 04 - Olaria - (22) 2522-5078


quarta-feira, 4 de maio de 2016

ARTIGO Até quando cativos?

Até quando cativos?

 

Paiva Netto


Dezoito de maio é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Trata-se do cumprimento da Lei 9.970, de maio de 2000.
Segundo o Comitê Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual de Crianças e Adolescentes, “a data é uma lembrança a toda a sociedade brasileira sobre a menina sequestrada em 18 de maio de 1973, Araceli Cabrera Sanches, então com 8 anos, quando foi drogada, espancada, estuprada e morta por membros de uma tradicional família capixaba. Muita gente acompanhou o desenrolar do caso, poucos, entretanto, foram capazes de denunciar o acontecido”.
Já se passaram mais de 40 anos desse lamentável episódio! É verdade que muitas louváveis iniciativas pelo país se empenham para evitar novas Aracelis. Contudo, até agora, não foi possível impedir que outras vítimas surjam a cada dia.
O brado renovado aqui é que a sociedade e seus órgãos constituídos jamais fechem seus olhos para tamanha calamidade. Esse “seriado” horripilante, cujas temporadas prosseguem ininterruptas e ainda sem data de término, não é uma ficção. A realidade de dramas inumeráveis continua clamando por mais segurança, bom senso, atitudes preventivas, justiça e caridade de todos nós.
E nada melhor do que abordarmos esse horror no ensejo da celebração da Lei Áurea no Brasil, 13/5. Enquanto um só indivíduo, independentemente de sua etnia – seja criança, adolescente, jovem, adulto, idoso, mulher, homem – sofrer qualquer tipo de violação de seus direitos de cidadania, vivenciaremos um estado de cativeiro.

Marca da inclusão
Sob diferenciado espírito acolhedor, funciona a nossa rede de ensino pelo país, na qual desenvolvemos a Pedagogia do Afeto e a Pedagogia do Cidadão Ecumênico, diretrizes da linha educacional que adotamos, que têm como alicerce a Espiritualidade Ecumênica.
Em 2014, o Conjunto Educacional Boa Vontade, em São Paulo/SP, recebeu integrantes da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP): a professora doutora Emília Cipriano Sanches, do curso de Pedagogia; a professora Regina Helena Zerbini Denigres; e as estudantes de Pedagogia Isadora Prados, Gabriela Romera, Melissa Rodrigues, Adriana Rocha e Paula Scobosa.
O Coral e o Grupo de Instrumentistas Infantojuvenis Boa Vontade as recepcionaram com uma canção de boas-vindas e uma música em Libras (Língua Brasileira de Sinais), que eles aprendem em sala de aula.
A dra. Emília Sanches, também coordenadora da Consultoria e Assessoria Educacional Aprender a Ser, destacou aos alunos: “Uma emoção muito grande! Quem educa, educa para transformar, e vocês estão transformando. Fiquei olhando a expressão de cada um, a felicidade. Agradeço com muito carinho por vocês me fazerem acreditar que é possível ter crianças e jovens trabalhando numa perspectiva de transformação. A música que apresentaram traz uma mensagem maravilhosa, que é da inclusão. E a grande marca desta Instituição é a inclusão. Parabéns por fazerem essa verdade da inclusão se manifestar nas nossas vidas. Muito obrigada!”.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com