quinta-feira, 24 de agosto de 2017

ARTIGO

As mães e os filhos das mães

Paiva Netto

No opúsculo Mãezinha, deixe-me viver!, publicado em 1989, anotei que atravessamos época de transformações profundas. Daquelas que pesado tributo pagam ao exagero. É o vale-tudo. Nem as mães escapam. Chegou a ser de “bom gosto”, para alguns, falar-se mal delas... Certo pessoal anda mesmo é querendo ser filho da máquina, a boa senhora do computador... Eis a civilização do absurdo, que tanta coisa deseja sem saber o que verdadeiramente quer. “Vade retro!” Freud explica... Explica?! Porém tudo se altera e passa...
Lembro-me de que quando criança existiam bondes. E como era romântico trafegar neles nas "horas mortas"... Durante o "rush", não! Havia uns pequenos cartazes que diziam assim: “Tudo na vida é passageiro, menos o condutor (o cobrador) e o motorneiro” (digamos, o motorista do praticamente extinto veículo elétrico, que as novas gerações não conheceram). Agora a gente vê que até aquelas duas figuras, hoje folclóricas, também eram passageiras. Enganou-se, pois, o poeta marqueteiro...
Mas voltando ao assunto: sacudida a Árvore Sociedade, caídos os galhos secos, as folhas murchas, os frutos podres, que impediam seu correto desenvolvimento, a planta sempre rejuvenesce, torna a florescer. É a vitória da vida, o sucesso do Amor. Tudo passa, realmente passa, menos ele. Por quê?! Ora, por quê! Deus é Amor, e “nada existe fora Dele”, afirmava o libertário Alziro Zarur (1914-1979). Quem declarar que não quer ser amado (ou amada) está doente ou mentindo, o que resulta no mesmo...
Pensam que mãe não tem rima? Será?! Então secou-se-lhes a musa, ou saiu em férias... Mas não semelhantemente à famosa experiência de Guerra Junqueiro (1850-1923)...
Mãe faz rima perfeita com Amor.

 

A musa em férias

Por falar no velho Guerra, contam que o episódio assim se deu: o respeitado poeta português foi ao médico. Não sabia o que lhe cansava os ossos. O clínico, depois de examiná-lo com paciência, prescreveu ao cliente: “– Professor, o senhor não tem nada físico que um bom descanso não corrija. Viaje. Não faça nada, nem escreva, e tudo terminará bem. Pode confiar”. O vate prometeu que o faria. Contudo, o que acabou ocorrendo foi o seguinte: quando voltou do “descanso”, trazia um dos seus mais belos feitos para um novo livro: A musa em férias.

 

Homenagem

Separei um lindo poema de Casimiro de Abreu (1839-1860) para homenagear as mães do Brasil e do mundo, da Terra e do Céu da Terra, que tem justamente esta invocação: “Minha mãe”. Recordo-me de que Zarur, o fundador da LBV, o interpretava de forma magistral:

 

Minha mãe

“Da pátria formosa, distante e saudoso,/ Chorando e gemendo meus cantos de dor,/ Eu guardo no peito a imagem querida/ Do mais verdadeiro, do mais santo amor!/ – Minha mãe!
“Nas horas caladas das noites de estio,/ Sentado sozinho, co’a face na mão,/ Eu choro e soluço por quem me chamava:/ – ‘Ó filho querido do meu coração!’/ – Minha mãe!
“No berço pendente dos ramos floridos,/ Em que eu pequenino feliz dormitava,/ Quem é que esse berço com todo o cuidado,/ Cantando cantigas, alegre embalava?/ – Minha mãe!
“De noite, alta noite, quando eu já dormia,/ Sonhando esses sonhos dos anjos dos céus,/ Quem é que meus lábios dormentes roçava,/ Qual anjo da guarda, qual sopro de Deus?/ – Minha mãe!
“Feliz o bom filho que pode contente,/ Na casa paterna, de noite e de dia,/ Sentir as carícias do anjo de amores,/ Da estrela brilhante que a vida nos guia./ – Uma mãe!
“Por isso eu agora, na terra do exílio,/ Sentado, sozinho, co’a face na mão,/ Suspiro e soluço por quem me chamava:/ – ‘Ó filho querido do meu coração!’/ – Minha mãe!”

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br – www.boavontade.com



quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Frase do Dia


LBV

No RJ, Escola da LBV resgata a valorização da cultura brasileira
A Semana do Folclore foi comemorada pelos alunos, com atividades lúdicas e culturais que promovem reflexão sobre os valores, costumes, expressões do povo brasileiro.
O Brasil é um país com tamanha diversidade cultural, pluralidade de expressões, jeitos de ser, de brincar, de se alimentar, originárias de tradições indígenas, africanas, europeias e tantas outras que forma a nossa identidade.
Objetivando valorizar essa cultura, a Legião da Boa Vontade (LBV), promove, em suas unidades de atendimento em todo o Brasil, diversas atividades que, além de incentivar as boas práticas e valores, disseminam a cultura nacional. Desta forma, todas as atividades valorizam a identidade da cultura brasileira e são permeadas por valores necessários à sociedade, como a solidariedade e o respeito.
No dia 22 de agosto, comemoramos o Dia Nacional do Folclore, e na cidade do Rio de Janeiro, RJ, o Centro Educacional José de Paiva Netto, da LBV em Del Castilho, promoveu a Semana do Folclore, de 21 a 25 de agosto, desenvolvendo diversas atividades com os alunos da Educação Infantil, do berçário ao pré II para promover o desenvolvimento integral dos mesmos, pois a cultura é um bem a ser cultivado.
A ação teve como objetivo resgatar valores da cultura nacional para um melhor entendimento da história do Brasil, promovendo uma reflexão sobre a importância das crenças, dos valores, conjunto de costumes, lendas, mitos, provérbios, músicas, danças, comidas e brincadeiras típicas que expressam as maneiras de pensar, sentir e agir do passado e presente de um povo. Por isso, é imprescindível conhece-lo e vivenciá-lo.
A professora: Dayse Lúcidy dos Santos Madureira, professora da educação infantil, berçário, relatou sua atividade com as crianças: Cantando e brincando com a música Ciranda cirandinha: “Cantar é maravilhoso! Com as crianças, é um resgate da nossa cultura, nossas lendas, as cantigas de roda também são importantes, pois pertencem à tradição oral transmitida de geração em geração.”
Professora Andrea Fagundes, professora da Turma do Maternal, destacou a importância do Folclore para a formação das crianças: “ as cantigas de roda, dançando e cantando, contribuem para trazer ao conhecimento das crianças, culturas que foram passadas ao longo das gerações, e que hoje, contribuem para o desenvolvimento pedagógico delas.”
Cláudia Caldas, coordenadora pedagógica da Educação Infantil, descreveu as atividades que foram trabalhadas durante toda a semana com os alunos: “ Nós trabalhamos com o lúdico permeando todas as atividades na Educação Infantil, do berçário ao pré II. Durante toda a semana desenvolvemos diversas atividades voltadas à nossa cultura. O Folclore é a manifestação cultural do povo de todas as regiões brasileiras. Nos baseamos nas brincadeiras que as crianças nordestinas gostam, por exemplo. Cantigas de roda, ciranda cirandinha, a construção dos brinquedos, as brincadeiras como escravos de Jó, Senhor caçador, a música tudo fez parte do trabalho com as crianças. Nessa faixa etária trabalhamos muito a socialização, o respeito ao próximo, o respeito à cultura do outro, à forma de cada um falar, se expressar, construir esses laços afetivos respeitando o outro, de forma carinhosa, respeitosa e solidária.”
Nas etapas do MAPREI, do projeto, a pedagoga enfatizou: “ utilizamos vídeos, contação de história, dramatização, teatro de fantoche, utilizando a música para atrair a atenção para o aprendizado. Então, pesquisas foram feitas, troca de ideias, construção de cartazes com tudo que foi falado em sala de aula sobre o que o Folclore traz para nosso cotidiano”, disse.
No último dia do projeto, 25 de agosto, todos os alunos da Educação Infantil, comemoram a culminância das atividades comemorando a data com uma Feira do Folclore, com direito à exposição de cartazes e degustação de iguarias típicas de algumas regiões do país.


Visite, apaixone-se e ajude a LBV! O Centro Educacional José de Paiva Netto está localizado na Av. Dom Helder Câmara, 3.059 — Del Castilho. Telefone para outras informações: (21) 3297-7100.

sábado, 19 de agosto de 2017

ARTIGO

Teresa e dez moedas

Paiva Netto

O povo diz que pensamento é força. Está com a razão. De certa forma, repete o que ensinou Jesus no Evangelho, segundo Marcos, 9:23 e 11:24: “Tudo é possível àquele que crê. O que pedirdes na prece, crede que havereis de receber e vos será concedido”.    
É evidente que o Divino Professor não se referia a pedidos absurdos que alguns fazem e depois reclamam por não terem sido atendidos... Que quereriam?... Seja a nossa Fé Realizante sempre utilizada em favor do Bem, como no exemplo construtivo de Santa Teresa com as suas famosas dez moedas.
Malba Tahan, pseudônimo do famoso escritor e matemático brasileiro Júlio César de Mello e Souza (1895-1974), conta, no seu livro Lendas do Céu e da Terra, o que, de memória, peço-lhes licença para transcrever aqui, porquanto é muito ilustrativo:

“Preparava-se Santa Teresa para partir em viagem. Uma das religiosas que com ela viviam perguntou-lhe o que ia fazer.
“— Fundar uma nova obra a serviço do Bem — respondeu a Santa.
“— E tens recursos para isso, levas algum dinheiro?
“— Dez moedas.
“— Ora, dez moedas! — exclamou atônita a religiosa. Isso é muito pouco! Que poderás fazer, Teresa, com dez moedas?
“— Sim — replicou a Santa —, tens razão, realmente. Teresa e dez moedas é muito pouco. Porém, Deus, Teresa e dez moedas é tudo”.

Resumidamente, esta é a história contada pelo saudoso professor Júlio César de Mello e Souza.
O mundo precisa de bons exemplos de trabalho, de realizações que a toda sua população, afinal, beneficiem, mas urgentemente necessita orar. Isso não faz mal nem deixa ninguém alienado, como alguns apressadamente ainda dizem por aí. É pura ignorância de questões vitais, que necessitam ser aclaradas. Enquanto o ser humano meridianamente não souber o que veio fazer neste planeta, continuará dando topadas pelos caminhos da vida, nesta e em outras dimensões.
Advertia Alziro Zarur (1914-1979), saudoso Fundador da LBV: “A invocação do nome de Deus, feita com o coração cheio de sinceridade, atrai o amparo dos Espíritos Superiores”. (…)

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br – www.boavontade.com



quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Frase do Dia


LBV

Corpo de Bombeiros realiza palestra para Crianças da LBV
As atividades dos bombeiros trazem para as crianças a visão de um super-herói. Ao salvar vidas, apagar incêndios, resgatar pessoas ao mar, prevenindo aos desabamentos e acidentes diversos, esses profissionais que dedicam suas vidas em prol de outras, semeando o bem por onde passam, certamente, são merecedores de todas as homenagens e reconhecimentos da sociedade em geral.
Por esse motivo, as crianças e adolescentes do programa Criança: Futuro no Presente*, da LBV, em Niterói, participarão de uma Palestra preventiva sobre meio ambiente, risco de afogamento entre outros e ao mesmo tempo, informativa sobre o trabalho desses profissionais, com os representantes do 4º Grupamento Marítimo do Corpo de Bombeiros, (4º GMar), de Itaipu, que acontecerá na próxima terça-feira, dia 8 de agosto, a partir das 9 horas da manhã.
Na oportunidade, além da palestra, haverá uma interação social entre as crianças e os integrantes da corporação, noções de preservação do meio ambiente, cuidados com risco de afogamento, orientações de primeiros socorros e condições do mar, e futuramente, atividades físicas na areia.
A atividade contempla também, as comemorações pela passagem do dia dos Bombeiros, no último dia 2 de julho.
*O programa Criança: Futuro no Presente!, contribui para o protagonismo de crianças e adolescentes de 6 a 15 anos por meio de atividades lúdicas, recreativas e culturais, que despertam competências e habilidades, promovem a vivência de valores e fortalecem os vínculos familiares. Há também atividades esportivas e de artes marciais de Jiujtsu e Muay tai. Ao promover a inclusão social e a melhoria da qualidade de vida dos atendidos, a LBV auxilia para a melhoria da autoestima deles.
Visite, apaixone-se e ajude a LBV!

 Em Niterói, o Centro Comunitário de Assistência Social, da LBV está localizado na Alameda São Boa Ventura, 474 – Fonseca. Informações pelo telefone: (21) 2625-9023.