segunda-feira, 6 de novembro de 2017

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Morte em vida

Paiva Netto

Próximo estamos do Dia dos Mortos (2 de novembro). Mas que é ser morto ou vivo?
Muito mais falecido é aquele que passa indiferente ao sofrimento alheio, esquecido de que o amanhã pode trazer-lhe grande surpresa. Há muitas curvas na estrada...
Não estender auxílio à criança desamparada, ao ancião com frio, não matar a fome do faminto, não medicar o enfermo, não vestir os nus, não socorrer a viúva e o órfão, não alimentar, instruir e educar o povo, mantendo-o na ignorância completa, que é senão estar morto em vida?... Todos os que agem dessa maneira, que mais se tornam além de cadáveres ambulantes, necessitados de libertar-se da morte moral antes que lhes seja tarde?
Bem a propósito estas palavras de Emmanuel (Espírito):
“Choras por aqueles que te antecederam na viagem do túmulo. Refletes na morte como se teus passos não lhe demandassem igualmente os portais de cinza. E misturas rogativas e lágrimas, ignorando que a sepultura é a câmara renovadora em que todos nós retornamos para a eternidade da vida... Sim, não te esqueças das almas queridas que te precederam na grande marcha. Endereça-lhes teus pensamentos de esperança e carinho, que a mensagem do amor é sempre facho de luz. Entretanto, ora também pelos que estão mortos na estrada humana...
“Sepultado no crime.../ Cadaverizados na usura.../ Caídos na ilusão.../ Anulados na preguiça.../ Acomodados no preconceito.../ Petrificados na indiferença.../ Cristalizados no desânimo.../ Imobilizados no fanatismo.../ Tombados no desespero.../ Segregados na violência...
“Ei-los que te defrontam por toda parte... Aqui repousam em sarcófagos dourados, mostram-se adiante em ajardinados jazigos... Acolá descansam narcotizados em sepulcros de sombra, mais além dormem no visco da inércia... Ajuda-os e segue à frente, ofertando-lhes o conforto de tua prece, porque um dia, quando o sol da verdade reaquecer-lhes o coração entorpecido nas trevas, lhes será doloroso no mundo o estranho despertar”.
O grande equívoco da Humanidade tem sido viver como se após a morte nada houvesse. Manter sob o véu do mistério o conhecimento maior do único fato inarredável na existência do ser humano é uma terrível falha das religiões na atualidade. E ninguém venha, por favor, apressadamente dizer que estamos com a cabeça nas nuvens, como se desprezássemos o cotidiano da vida humana. Nada disso!
Como escrevemos nas Sagradas Diretrizes Espirituais da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo (vol. 1), temos plena consciência de que o grande segredo da vida é, amando a vida, saber preparar-se para a morte, ou vida eterna. Por isso, com insistência, Alziro Zarur (1914-1979) alertava que “o suicídio não resolve as angústias de ninguém”.
Tenho amigos ateus que não creem na Eternidade. E nem por isso deixaremos de ser amigos. A todos eles a minha saudação fraterna. Contudo, nada custa pensar, um pouco que seja, na possibilidade de a vida prosseguir além do túmulo... Isso é sinal de inteligência e de se possuir a mente livre de algemas. Muita vez, a grande descoberta tem como primeiro passo a negação...
Antes de terminar, estas ilustrativas duas últimas quadrinhas do “Poema do Imortalista”, de Alziro Zarur:

“Amigos, por favor, não suponhais/ Que a morte seja o fim de nossa vida;/ A vida continua, não jungida/ Aos círculos das rotas celestiais.
“Os mortos não estão aí, cativos/ Nos túmulos que tendes ante vós:/ Os finados, agora, são os vivos;/ Finados, mais ou menos, somos nós”.

A Verdade é que, um dia, em variadas condições, uns bem ou outros nem tanto, todos nós, crentes ou incrédulos, nos encontraremos lá na Pátria Espiritual, a fim de prestarmos contas do que fizemos na Terra. Então, ninguém poderá chegar junto a mim para reclamar: — “Pô, Paiva! Sabias das coisas e ficaste calado!” Pois, estando aqui, por amizade a todos, agradando a uns, desagradando a outros, botei a boca no mundo para alertar, confortando: — Ei, rapaziada, a morte não existe, ela não acaba com nada!
Aquele abraço!

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com 

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

artigo



Finados e Vida eterna
A morte não interrompe a vida, portanto o aprendizado não tem fim. Na Terra ou no Céu da Terra, prosseguimos trilhando o caminho da Eternidade.

Paiva Netto

Quando meus pais faleceram, muito padeceu o meu coração. Contudo, prontamente comecei a entoar comovido colóquio com o Criador, amenizando a saudade e lhes transmitindo mensagens de paz e de gratidão. Logo senti que continuam vivos, porque os mortos não morrem. E, quando se ora, a Alma respira, fertilizando a existência humana. Fazer prece é essencial para desanuviar o horizonte do coração. Alziro Zarur (1914-1979), Proclamador da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, ensinava que “Deus não nos criou para nos matar” e que “não há morte em nenhum ponto do Universo”, assunto de que, em outras ocasiões, voltaremos a falar. Minha solidariedade, pois, aos que sofrem a aparente ausência de seus entes queridos. Mas tenham certeza de que realmente os mortos não morrem. Um dia, todos haveremos de nos reencontrar.

“A morte não existe
“E a dor é uma ilusão do nosso sentimento.”

Alentadoras palavras deixadas a nós pelo poeta português Teixeira de Pascoaes (1877-1952), coincidentemente nascido num “Dia de Finados”. Que Deus o tenha em bom lugar!

Dia de Finados
O ensejo recorda-me o pronunciamento do papa João Paulo II (1920-2005), em 2 de novembro de 1983, ao se dirigir aos fiéis reunidos no Vaticano. Nele, Sua Santidade enfatiza que o diálogo com os mortos não deve ser interrompido:

“Somos convidados a retomar com os mortos, no íntimo do coração, aquele diálogo que a morte não deve interromper. (...) Baseados na palavra reveladora de Cristo, o Redentor, estamos certos da imortalidade da alma. Na realidade, a vida não se encerra no horizonte deste mundo (...)”. (Os destaques são nossos).

Daí a precisão de refletirmos sobre esse ponto. É compreensível que sintamos saudade dos que partiram, mas não nos devemos exceder em lágrimas, porque a nossa aceitável dor pode perturbar-lhes, no Plano Espiritual, a adaptação à nova conjuntura.

Lições do fenômeno inafastável
Dia virá em que alguns pensadores não mais prescindirão dessa realidade confortadora. Deveriam, sobretudo, elucubrar a respeito da morte e não procurar explicações unicamente materiais para um fenômeno irremovível que envolve o Espírito. Quando desperta no “Outro Mundo”, a surpresa para muita gente é grande.
No cotidiano, persistem aqueles que possam sorrir dessas modestas ilações. No entanto, os imprescindíveis cultores do intelecto não se podem designar donos de uma certeza inamovível. Não se apraz com a boa índole de seu labor. De outra maneira, seu pensamento deixaria de ser ciência, visto que a incessante investigação provoca justamente o crescimento da cultura.
Há décadas, o sempre lembrado Zarur concluiu que “Deus criou o ser humano de tal forma que ele só pode ser feliz praticando o Bem”. Assim, é preciso existir amor desde o coração do homem douto até o do ser mais simples, de modo a derribar a mentalidade esterilizadora do ódio, que vive a castrar o avanço menos delituoso da civilização.

Espiritualização Ecumênica
A morte não interrompe a vida, portanto o aprendizado não tem fim. Na Terra ou no Céu da Terra, prosseguimos trilhando o caminho da Eternidade.
Em meu livro As Profecias sem Mistério (Editora Elevação, 1998), no capítulo “Progresso sem destruição”, afirmo que nenhum país progride sem boas escolas, posto que, entre outros benefícios, elas promovem a produtividade. E, no milênio terceiro, a Espiritualização Ecumênica das massas tornar-se-á fator inarredável. Desce das alturas a certidão de óbito da era macabra da intolerância religiosa ou acadêmica, tanta vez semeada no altar ou na banca de estudo.
Que a Paz de Deus esteja agora e sempre com todos! E vamos em frente, trabalhando, realizando e atuando com decisão, coragem, solidariedade, generosidade, porque Deus está presente!

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com 

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

LBV

Voluntários do CVV, de São Gonçalo realizam palestra na LBV sobre a prevenção ao suicídio
A LBV realizou diversas atividades na divulgação da Campanha Setembro Amarelo
São Gonçalo, RJ — O Centro Comunitário de Assistência Social da Legião da Boa Vontade (LBV), em São Gonçalo, região metropolitana do RJ, realizou uma programação especial entre os dias 18 a 29 de setembro, em favor da campanha Setembro Amarelo, que tem o objetivo de alertar a população a respeito da realidade do suicídio no Brasil e no mundo e suas formas de prevenção. A ação foi direcionada pela assistente social, Eliane Pereira, aos atendidos dos programas socioeducacionais Vivência Solidária, Vida Plena, Cidadão-Bebê, Capacitação e Inclusão Produtiva e mães que participaram de várias atividades e palestras de conscientização do tema.
Há quase setenta anos a LBV trabalha com campanhas de valorização da Vida, promovendo ações de prevenção alertando os seus atendidos e colaboradores sobre a importância de valorizar a vida e ajudar pessoas que estejam enfrentando desafios.
O suicídio é considerado um problema de saúde pública e quase 100% dos casos estão relacionados a transtornos mentais, muitas vezes não diagnosticados. No Brasil, 8º país em números absolutos de suicídio no mundo, a cada 45 minutos uma pessoa morre por suicídio (32 por dia). A boa notícia, segundo a OMS, é que 90% dos casos podem ser prevenidos. O importante é estar preparado para ouvir. A principal medida preventiva é a educação. O dia 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, definido pela Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, a ação é promovida pelo Centro de Valorização da Vida (CVV).
Propósitos afins entre a LBV e o CVV
No último dia 29 de setembro, a LBV recebeu a visita dos voluntários do CVV, João Alexandre Gomes de Souza e Elizabete Cristina, que fizeram uma palestra falando sobre o suicídio, tirando dúvidas dos participantes e discorrendo sobre o trabalho preventivo da organização, mostrando estatísticas, o que leva a pessoa a cometer tal ato desesperador, como oferecer ajuda a essas pessoas entre outros.
“ Foi uma tarde maravilhosa e dentro da LBV, uma Instituição que eu tenho um enorme carinho, já fui voluntário da Instituição quando fui instrutor do curso de Marketing. Essa ligação da LBV com o CVV, tem tudo a ver no sentido de valorização da vida. São duas instituições extremamente focadas nesse sentido de ajudar ao próximo, dar oportunidade, que abraçam as pessoas e acolhem de forma humanitária, sem preconceitos, sem julgamento. Foi uma tarde extremamente rica, pelo CVV do qual faço parte e com a LBV, que também faço parte. Fiquei muito feliz. Esse é o mês do Setembro Amarelo, de prevenção ao suicídio que é um problema de saúde pública no Brasil. A própria OMS garante que 90% dos casos podem ser prevenidos, evitados através da informação e da oferta de ajuda, palestras como fizemos hoje. Existe um preconceito muito grande da sociedade com relação a quem tem problemas de ordem psicológica ou psiquiátrica. São doenças que podem ser diagnosticas e tratadas. Se a gente quebrar esse tabu, falar abertamente do suicídio, de forma preventiva, sem sensacionalismo, a gente contribui muito para uma sociedade mais humana, mais fraterna e com menos casos de suicídio”, pontuou o voluntário do CVV, João Alexandre Gomes de Souza.

Etelvina da Silva Pereira, 71 anos, do programa Vida Plena: “eu achei a palestra maravilhosa. Muita gente está precisando de ajuda e vai saber onde procurar ajuda. Eu mesma já superei uma depressão de oito anos, vivia na cama há meses com problemas muito sérios e agora, graças a Deus, saí, mas foi difícil. Quem tem depressão forte, como eu tinha, tem tendência ao suicídio, e eu tinha. Mas Deus me curou e hoje estou melhor, com a ajuda da LBV, eu me dou bem, é um lugar onde procuro me distrair com as outras pessoas, estou bem agora. Vir para LBV, foi aqui que eu me salvei com a ajuda de todos. Faço informática, participo dos encontros, estou muito feliz, me trouxe vida, Vida Plena. ”
VIVER É MELHOR!
Ao coração de todos que leêm essa matéria, dedicamos um trecho do artigo A Morte não é o fim, de autoria do diretor-presidente da LBV e que você pode ler na íntegra acessando o Blog Paiva Netto: “(...) A Vida continua sempre, e lutar por ela vale a pena. Por pior que seja a escuridão da noite, o Sol nascerá, trazendo claridade aos corações (...)”.
O Centro Comunitário de Assistência Social da Legião da Boa Vontade (LBV), em São Gonçalo está localizado na Rua Cel. Moreira César, 160 – Zé Garoto. Telefone para informações: (21) 2605-6359.