sexta-feira, 3 de maio de 2019

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A Força do Altruísmo

 

Paiva Netto


Peço licença para compartilhar com os distintos leitores algumas linhas inspiradas no esforço de Boa Vontade.
De meu ensaio literário Sociologia do Universo, consoante nossa crença no valor do altruísmo, ressalto que não é por acreditarmos nele, inclusive na área dos negócios, que devamos ser considerados tolos. Temos consciência plena dos estorvos, até mesmo nos campos econômico e social, a exemplo da tragédia da corrupção, que qualquer comunidade ou país precisa corajosamente enfrentar e vencer. Ao propormos, há décadas, a Economia da Solidariedade Espiritual e Humana como Estratégia de Sobrevivência, tomamos parte na rigorosa torcida dos que desejam ver corrigidos os muitos senões que prejudicam a sociedade.
Um dos mais expressivos filósofos espanhóis, José Ortega y Gasset (1883-1955) vem ao encontro desse antigo preceito ao afirmar: “Estado e projeto de vida, programa de ação ou conduta humanos são termos inseparáveis. As diferentes classes de Estado nascem das maneiras segundo as quais o grupo empreendedor estabeleça a colaboração com os outros”.
Quando mais o ameaça a violência, o desenvolvimento de um povo não pode prescindir do espírito filantrópico, portanto, humanitário, aliado ao de íntegra justiça e competente gestão. Os persas, que seguiam a doutrina de Zaratustra (c. 660-583 a.C.), ensinavam: “Aquele que é indiferente ao bem-estar dos outros não merece ser chamado homem”. 
Deng Xiaoping (1904-1997), que iniciou no século 20 uma série de profundas reformas na China, destacou uma lição do que não se deve fazer para alcançar a concórdia: “Há pessoas que criticam os outros para ganhar fama, pisando os ombros alheios para ascender a posições-chave”.
Por tudo isso, o que justamente sugerimos, alicerçados em Jesus, é a Economia da Solidariedade Espiritual e Humana, que vai além do que inspirou a economia solidária estudada pelo ilustre sociólogo Émile Durkheim (1858-1917). Basta lembrar que o Divino Mestre, como o chamava Francisco de Assis (1182-1226), advertiu: “Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles, porque esta é a Lei e os Profetas (Evangelho, segundo Mateus, 7:12)”.
A Economia que preconizamos é holística, porquanto nos convida a vislumbrar a nossa verdadeira origem, a espiritual. Somente assim haverá a humanização e a espiritualização do Estado, a começar pela própria criatura, ou seja, sob o banho lustral da Caridade Ecumênica, que não faz acepção de pessoas, pois considera que — acima de etnia, crença, descrença, visão política, orientação sexual, idade — estamos diante de seres espirituais e terrenos, que suplicam socorro e compreensão (...).
Bem a propósito, declarou o heroico Nelson Mandela (1918-2013): “A bondade humana é uma chama que pode ser oculta, jamais extinta”.
As louváveis iniciativas do Terceiro Setor, quando adequadamente empregadas, são parte indispensável do bom desenvolvimento das comunidades. Assim exercemos, por exemplo, uma excelente prática social e da Cidadania, que deve ser mais bem compreendida por todos.
Daí, ao falarmos em Amor Fraterno e Universal, absolutamente não nos queremos situar no reino nefelibático. Temos, contudo, certeza de que o sentimento bom, de generosidade, é fator primordial para uma civilização em que o Espírito Eterno do ser humano seja o fulcro. Sobre essa inteligência espiritual, firma-se a revolução que ainda urge ser concluída, aquela que se realiza na Alma das criaturas e por intermédio delas se perpetua. E aí entra a educação eficiente; mais que isso, a reeducação eficaz. E tal é imprescindível, na consolidação da cidadania plena, para o perfeito exercício da autoridade.
Lição do saudoso sociólogo Herbert de Souza (1935-1997), o Betinho, que devemos recordar: “A partir da ética é possível formular os cinco princípios concretos da democracia: igualdade, liberdade, diversidade, participação e solidariedade — existindo simultaneamente”.
Bem merecido e exato foi o prêmio cultural que recebeu no fim de 1996, do Parlamento Mundial da Fraternidade Ecumênica, o ParlaMundi da LBV, em Brasília/DF: a Ordem do Mérito da Fraternidade Ecumênica, na categoria “Solidariedade”. Como escrevi no artigo “Um cidadão chamado Solidariedade”: A luta contra a fome, da qual Betinho se tornou poderoso aríete, naturalmente reclama constantes investidas. (...)
Portanto, coloquemos sempre um pouco de misericórdia, somada ao justo bom senso, no nosso olhar, nas atitudes para com o próximo, conhecido ou não; na interação com o vizinho, seja ele indivíduo ou país. A tão sonhada Paz pode vir também desse entendimento.
É indispensável, porém, jamais nos esquecermos desta eloquente reflexão de Confúcio (551-479 a.C.): “Paga-se a bondade com a bondade, e o mal com a justiça”.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

segunda-feira, 29 de abril de 2019

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Os servidores de Deus e a hora presente

Paiva Netto

Atravessamos um momento de transformação no mundo, radical e turbulento sob muitos aspectos, o que exige de nós capacidade superior no enfrentamento de obstáculos de todos os matizes. Não me refiro a uma correria neurótica — porque há gente que corre, corre, corre sem chegar a ponto algum. Falo aqui de uma preparação sistemática e corajosa para tempos, na realidade, melhores, sempre desejados, mas até agora não devidamente conseguidos pela humanidade (...). O que lhe anda talvez faltando é perspicácia e perseverança no tocante a certos ensinamentos básicos que Jesus, o Profeta Divino, farta e esperançosamente, nos transmite. Um exemplo encontramos na Parábola do Grão de Mostarda, em que um homem tem uma pequena semente e, apesar de miúda, a planta no seu campo, e ela cresce e se torna uma árvore frondosa:

A Parábola do Grão de Mostarda
Jesus (Mateus, 13:31 e 32)
31 Outra parábola Jesus lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao grão de mostarda que o homem, pegando nele, semeou no seu campo;
32 O qual é, realmente, a menor de todas as sementes; mas, crescendo, é a maior das plantas, e faz-se uma árvore, de sorte que vem as aves do céu, e se aninham nos seus ramos.

Esse homem teve uma visão profética, porque possuía conhecimento acerca do extraordinário valor contido na sementinha. É essa uma das lições que Jesus, nessa parábola, nos quer transmitir. O contrário seria ver esse diminuto grão largado no caminho, sem terreno para germinar. Assim, quando não temos conhecimento da potência que traz a Palavra Divina, arriscamo-nos a chutar a semente e desprezar a grande fortuna que Deus nos oferece. Ora, o que hoje aprendemos senão que aquele que possui informação e comunicação é dono do mundo?...
Vê-se logo que o chutador de semente anda muito mal informado. Imaginemos o que acontece com quem não sabe Evangelho e Apocalipse, de preferência em Espírito e Verdade, à luz do Novo Mandamento de Cristo Rei.
Todos os empreendimentos espirituais e humanos, dos modestos aos mais destacados, foram antes pequeninos, assim como um novo ano que se inicia. A origem pode ter sido um diálogo familiar, uma reunião de trabalho, uma intuição... E, se a ideia nova é cultivada segundo os princípios humanitários evangélicos e apocalípticos, os benefícios para a coletividade hão de ser incontáveis.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

segunda-feira, 15 de abril de 2019

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LBV realiza oficina de artesanato pela autoestima da Terceira Idade

Na Cidade Imperial, a LBV promove oficinas para idosos em favor da autoestima e do complemento da renda familiar

A Legião da Boa Vontade, através de seus atendimentos, valoriza o idoso, proporcionando oportunidades para que tenham uma Terceira Idade feliz e saudável. Eles recebem o acolhimento, a atenção e todo cuidado e acompanhamento de profissionais capacitados para que seus direitos sejam preservados.

No Centro Comunitário de Assistência Social, da LBV, em Petrópolis/RJ, são oferecidas oficinas de artesanato, no Serviço Vida Plena, onde aprendem técnicas para confeccionar flores em EVA e objetos decorativos.

As oficinas, além de contribuírem para o aprimoramento e aperfeiçoamento artístico, também auxiliam na geração de renda. Ao praticarem as técnicas ensinadas, os idosos melhoram na coordenação motora, nas habilidades manuais e fortalecem os vínculos afetivos, pois preenchem seu tempo vago com a criatividade, gerando bem-estar mental e qualidade de vida.

“Eu me sinto maravilhosamente bem, porque, quando eu vim para cá eu estava entrando em depressão e aqui eu fiquei bem, comecei a me enturmar mais e, graças a Deus, fiquei boa da depressão e eu fico aqui, eu gosto daqui. E eu fico muito feliz aqui, eu converso, aprendendo e, para mim, está sendo uma nova vida”, essas são as palavras da jovem da melhor idade, Maria José Ferreira, atendida pelo serviço Vida Plena, em Petrópolis.

Além do artesanato, são realizadas, nos Lares e nos Centros Comunitários de Assistência Social, da LBV, oficinas cujo o objetivo é promover a sociabilidade na Terceira Idade.

A atividade visa possibilitar a cada participante conectar-se com os seus sentimentos para que, assim, possa reconhece-los e usar a capacidade de expressão emocional da melhor forma, sempre respeitando a opinião e o espaço do outro. Estimula-se vivências coletivas, relações de afetividade e solidariedade, desenvolvendo a convivência e fortalecimento de vínculos para pessoa idosa.
Em Petrópolis, Centro Comunitário de Assistência Social, da LBV, é na Rua Luiz Pellegrini, 128 - Cascatinha - (24) 2233-1400.