sexta-feira, 1 de agosto de 2014

ARTIGO



Receita de um jovem para os jovens
Paiva Netto

Em 1961, escrevi um documento* à Mocidade Brasileira, quando, àquela altura, já desempenhava o importante papel de secretário particular do saudoso proclamador da Religião do Terceiro Milênio, Alziro Zarur (1914-1979). Na ocasião, com apenas 19 anos, convidei-a a cerrar fileiras no grande Ideal da Boa Vontade, por um Brasil melhor e por uma Humanidade mais feliz. A pedido de meus editores, trago a seguir a referida mensagem, que me sugeriram chamar “Receita de um jovem para os jovens”: 
Jovem esclarecido do Brasil: Tu que lutas pelo bem-estar do povo brasileiro, por que te enganas? Só o Novo Mandamento de Jesus trará o equilíbrio social à nossa Pátria!
Moços de Boa Vontade: O Brasil já foi colônia; depois, vice-reino; a seguir, reino unido ao de Portugal e Algarves; veio o Império; a República; uma escadinha ascensional construída por aqueles que viam nestas mudanças a solução dos problemas que esmagam o povo. A maioria morreu desiludida. Por quê? Ora! Nenhum se lembrou de que só o Amor de Jesus realiza as modificações para o progresso.
Estudante do Brasil: Desperta para o Mestre! 
Não te convidamos para seguires um Jesus estático, incompreensível, ausente! Não! o Jesus do Novo Mandamento – “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei” – é o Jesus reforma para o melhor, Jesus antimiséria, Jesus cumprimento das Leis de proteção aos humildes. 
Ele te espera com as ferramentas do progresso na Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo!
Jovem de Boa Vontade que procuras o equilíbrio social, raciocina comigo: no cenário mundial, cada povo, cada continente tem sua função no mundo, como o sabem os Iniciados Espirituais:

A Ásia: a função metafísica;
A Europa: a função racional;
A Rússia: a função revolucionária;
Os Estados Unidos: a função econômica;
O nosso Brasil: a função cósmico-pacificadora.
E como transmitir essa Paz? Não será através da paz armada, e, sim, com o cumprimento do Mandamento Novo de Jesus, revelado pela Religião do Amor Universal.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

quarta-feira, 30 de julho de 2014

ARTIGO



Bater à porta do coração
Paiva Netto

É indispensável orar e vigiar, mormente nas ocasiões de crise, qualquer que seja o local ou o instante. A dor não aguarda oportunidade para bater à porta do coração. E a prece não é somente útil nos transes dramáticos da vida, mas essencial na hora de buscar as soluções para os desafios de ordem filosófica, política, econômica, científica, religiosa, artística, esportiva etc.
Esse é um pequeno trecho de artigo que escrevi na década de 1980, com o título “Vencer o sofrimento do corpo e da Alma”. Recentemente, a professora Adriane Schirmer citou essa minha palavra no programa “Aprendendo Português”, na Rádio Brasília, 1.210 kHz, que integra a Super Rede Boa Vontade de Comunicação. Ela quis exemplificar o verbo “bater” em seus diferentes empregos na nossa gramática. No caso aqui, “bater à porta do coração” [com crase], no sentido de anunciar alguma coisa.
Há imensos dramas que nem sempre se anunciam e por vezes invadem numerosos lares pelo mundo, também provindos de conflitos bélicos. Igualmente se assiste ao “baterem a porta” [sem crase] aos apelos de fraternidade, de entendimento, de misericórdia, de Paz. O planeta ainda é assim. Contudo, Deus é maior! Não existe tempestade que não seja procedida por bonança. Continuaremos orando e trabalhando na conquista de tempos melhores para os povos da Terra.
Disse Jesus: “Vigiai e orai para não cairdes em tentação” (Evangelho, segundo Marcos, 14:38).

HOMENAGENS
Aqui, uma singela homenagem a quatro figuras ilustres do Brasil que faleceram este mês.
No dia 18, aos 73 anos, o premiado escritor baiano João Ubaldo Ribeiro; dia 19, o reconhecido educador mineiro Rubem Alves, com 80 anos; dia 23, o respeitado dramaturgo e poeta paraibano Ariano Suassuna, aos 87; e no dia 25, aos 79, o renomado astrônomo e físico carioca Ronaldo Rogério de Freitas Mourão. O currículo de todos mostra brilhante atuação no cenário brasileiro e mundial.
No meu acervo e no da LBV, guardamos com esmero obras desses caros Irmãos em Humanidade. Dentre elas, “Viva o povo brasileiro”, com essa dedicatória: “Para José de Paiva Netto, com um abraço, muito cordial, de João Ubaldo”; “Perguntaram-me se acredito em Deus”, que recebi autografado: “Para o Paiva Netto (...), com um abraço do amigo, Rubem Alves”; “A história do amor de Fernando e Isaura”, com essas fraternas palavras: “Para José de Paiva Netto, a quem, por Leila, mando este livro com as saudações de Ariano Suassuna”; e “Astronomia & Budismo”, de Rogério Mourão, que foi um dos conselheiros do Fórum Mundial Permanente Espírito e Ciência, da LBV.
Conscientes de que os mortos não morrem, sabemos que, onde estiverem, no Plano Espiritual, esses nossos amigos receberão as vibrações de Paz dos Legionários da Boa Vontade. Aos seus entes queridos, a solidariedade de todos nós.

 

José de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

terça-feira, 15 de julho de 2014

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FATO!


Artigo



Agenda global pós-2015
Paiva Netto

Encerrou-se na sexta-feira (11/7), na Sede da ONU, em Nova York, a Reunião de Alto Nível (High-Level Segment) promovida pelo Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (Ecosoc/ONU).
O encontro foi pautado pelo debate dos desafios em curso e os emergentes para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) em 2015 e para sustentar os ganhos de progresso no futuro. Em pronunciamento, o embaixador Martin Sajdik, presidente do Ecosoc, destacou: “Estamos nos preparando para a reta final dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio”.
Em uma edição especial da revista “Boa Vontade — Desenvolvimento Sustentável/2014”, em português, inglês, francês e espanhol, compartilhada com todas as autoridades participantes, declaro que ao longo das eras o estudo do Direito foi sendo aperfeiçoado, a fim de dar garantias cada vez mais sólidas à sociedade. O século 20, por exemplo, nos legou um imenso aprendizado por meio de sucessivas conquistas civis diante das maiores dificuldades enfrentadas pelas populações.
Em face de inúmeros episódios registrados pelos tempos, podemos concluir que o ser humano necessita do pão da liberdade. Contudo, não haverá verdadeira liberdade se esta não for iluminada pelo sentimento fraterno e solidário. O restante corre o risco do caos, e a História está repleta de exemplos para comprovar essa realidade. Rendamos, portanto, homenagens a tantos ativistas que, ao longo da História, almejaram liberdade e condições dignas de vida, em especial as mulheres batalhadoras. Elas diariamente empenham a própria existência no amparo aos seus filhos, sejam eles biológicos, adotivos ou, como costumo dizer, filhos que se traduzem em grandes realizações em benefício da Humanidade. Todas as mulheres são mães.
Uma dessas brilhantes mulheres foi a médica pediatra, sanitarista brasileira e fundadora da Pastoral da Criança, dra. Zilda Arns (1934-2010), que disse: “O trabalho social precisa de mobilização das forças. Cada um colabora com aquilo que sabe fazer ou com o que tem para oferecer. Deste modo, fortalece-se o tecido que sustenta a ação, e cada um sente que é uma célula de transformação do país”.
Exato! Por isso, tenho sempre defendido, igualmente na ONU, a conciliação universal de todo o conhecimento humano e espiritual, numa poderosa força a serviço dos povos.
A Legião da Boa Vontade (LBV), que tem status consultivo geral no Ecosoc, levou suas recomendações de boas práticas socioeducacionais a esse High-Level Segment, cujo propósito é colaborar na criação de uma nova agenda global pós-2015. Durante os debates ocorridos na segunda-feira, dia 7 de julho, a LBV foi convidada a fazer seu pronunciamento oficial às autoridades internacionais presentes, com transmissão ao vivo pela Rádio e TV ONU para todo o mundo.
Além de expor sua experiência de trabalho no Brasil desde 1950, a LBV apresentou o resultado dos eventos que realizou em 2013 com vários setores da sociedade latino-americana, no Uruguai, na Argentina, no Paraguai e na Bolívia.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.