sábado, 28 de maio de 2016

Artigo: A Fé é o combustível das Boas Obras

A Fé é o combustível das Boas Obras

Paiva Netto

Em uma palestra que proferi de improviso no Rio de Janeiro/RJ, em 5 de julho de 1991, asseverei que a Fé é o combustível das Boas Obras; portanto, do trabalho. Tantos anos se passaram, e essa frase continua cumprindo o papel de fortalecer os corações. É como a prece. Ela é necessária a todo instante, porque a Alma, assim como o corpo, necessita de alimento. O que sustenta o Espírito é justamente a oração. O Amor que vem de Deus é resultado de nossa permanente sintonia com o Pai Celestial. Mas é preciso não esmorecer ante as intempéries da existência. É de Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, este incentivo basilar: “Aquele que perseverar até ao fim será salvo” (Evangelho, segundo Mateus, 10:22).

Oração do trabalhador
Pelo ensejo do Dia do Trabalhador, comemorado em primeiro de maio, dedico aos operários da Terra e do Céu da Terra — já que os mortos não morrem — a “Oração do Trabalhador”, de autoria do nobre “Médico dos Pobres”, dr. Bezerra de Menezes (1831-1900), Espírito, por intermédio da sensitiva Maria Cecília Paiva, constante do livro Veleiro de Luz:
“Senhor, nossos corações reunidos aos corações que oram e trabalham em Teu Nome entoam o cântico de amor e de felicidade que nos invade a Alma.
“Humildes trabalhadores de Tua Seara, somos ainda os pequeninos aprendizes do Teu Evangelho que nos esclarece para a longa jornada do infinito.
“Louvamos a Tua Grandeza que estende mãos generosas à nossa debilidade, amparando-nos para que possamos exercer o Divino Mandato que nos confiaste.
“Nós Te louvamos o nome sagrado que imprime em nossas vidas a força necessária para empunharmos a enxada do trabalhador consciente de sua responsabilidade.
“Nós Te agradecemos as bênçãos generosas que deixas em nossos caminhos como frutos sazonados do Teu Amor, ofertando-nos vitalidade maior.
“Nós Te suplicamos, Senhor, que não nos deixes viver ao som das trombetas da vaidade, ou ao som dos elogios fáceis.
“Sabemos, Divino Mestre, quão pequenos e frágeis somos e quão necessárias são as Tuas Bênçãos para o nosso fortalecimento.
“Reergue-nos, Senhor, quando fraquejarmos.
“Inspira-nos nos momentos difíceis.
“Ampara-nos hoje e sempre.
“Que os dias de trabalho que Te ofertamos sejam iluminados pelas Auras de Teus Anjos, a fim de que aqueles que se aproximarem de nós recebam a gota de orvalho que balsamiza e cura.
“Não nos deixes entregues ao orgulho que ainda vive em nosso íntimo e permite que, humildes trabalhadores de hoje, possamos prosseguir sempre, rumo aos mais altos planos, amando-Te e servindo sempre em Teu Nome.
“Anjo de Deus, envolve-nos na Tua Luz, e, estrada afora, cantaremos glórias ao Teu Nome para sempre!”.

Belíssima oração! Faz bem à Alma. Espiritualidade Ecumênica é para isso: fazer bem ao nosso Espírito. Portanto, muito oportuna esta palavra do meu saudoso amigo ex-presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL) Austregésilo de Athayde (1898-1993): “A verdadeira religião ensina, orienta, edifica, porém não ameaça. A infinita bondade de Deus não pode ser clava mortal para os pecadores”.

Um mundo melhor
A edição 234 da revista BOA VONTADE (março de 2013) trouxe este destaque da palavra do vocalista do grupo Nenhum de Nós, Thedy Corrêa: “A LBV faz um trabalho sensacional, porque muitas pessoas têm dificuldade de enxergar esta possibilidade: a de que existe um mundo melhor... e a LBV mostra isso a elas”.
Grato ao generoso povo brasileiro, que tem tornado possíveis essas ações de Boa Vontade com seu imprescindível apoio.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com 

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Cursos profissionalizantes da LBV colaboram para reintegração ao mercado de trabalho

Cursos profissionalizantes da LBV colaboram para reintegração ao mercado de trabalho

A Legião da Boa Vontade (LBV) disponibiliza, por intermédio do programa Capacitação e Inclusão Produtiva, diversos cursos profissionalizantes gratuitos que preparam o participante para o concorrido mercado de trabalho.

Durante as aulas, ministradas por profissionais capacitados, o aluno desenvolve competências e habilidades pessoais. E o conteúdo transmitido não está limitado às exigências técnicas das profissões: os inscritos aprendem, entre outras coisas, a maneira correta de se comportar em uma entrevista de emprego. Além disso, os monitores ensinam a elaborar um currículo, o que aumenta as chances de alcançar a vaga desejada.

Ao término das aulas, os participantes recebem o certificado de conclusão de curso. Rumo ao mercado de trabalho! A cerimônia de entrega foi no último dia 25 de maio. Nas aulas de Informática, por exemplo, o atendido aprende a utilizar ferramentas de edição de texto e planilhas e recebem dicas acessar a internet de maneira segura. “Esse é um dos cursos que possuem grande procura por parte da população, pois o mercado de trabalho exige que o profissional conheça as ferramentas básicas. Então, a Legião da Boa Vontade oferece essa oportunidade para que o chefe de família consiga alcançar seu objetivo profissional”, explicou o instrutor.

Outro curso muito procurado pela população local é o de Manicure que tem como módulos: higienização e esterilização dos materiais, cutilagem, termoterapia e decoração de unha. As aulas possibilitam que os participantes atuem de forma independente, colaborando no sustento do lar. “Depois que fiz o curso de manicure, consegui ajudar meu esposo a sustentar minha família com o dinheiro que eu ganho fazendo unha. É uma oportunidade que chegou na hora que eu mais precisava”, disse a formanda Aline Aparecida da Rosa.

Ao término dos cursos, os atendidos recebem o certificado de conclusão das aulas. Para eles, o diploma é a chave para alcançar melhores posições profissionais. No dia 1ª de junho tem início novamente, os cursos de informática e de manicure, com duração de 3 meses e as aulas acontecem duas vezes por semana, nos turnos manhã ou tarde. 

Em Petrópolis, o Centro Comunitário de Assistência Social, da Legião da Boa Vontade, está localizado na Rua Luiz Pellegrini, 128 — Cascatinha. Informações pelo telefone: (24) 2233-1400.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Artigo

Momento de silêncio e Barão do Rio Branco

 

Paiva Netto

 

Há décadas, estabelecemos a cerimônia de um instante de silêncio antes da oração que sempre inicia as atividades diárias nas Instituições da Boa Vontade, no intuito de fortalecer a ligação das equipes solidárias das IBVs com a Espiritualidade Superior, fato que vem se tornando prática cotidiana em empresas.
Já comentei nas minhas preleções no rádio e na televisão algo da história do momento de silêncio; no entanto, não custa relembrar. Em 10 de fevereiro de 1912, faleceu o diplomata, professor e jornalista José Maria da Silva Paranhos Júnior (1845-1912), o Barão do Rio Branco, um dos maiores chanceleres, senão o maior, que o Brasil conheceu. Era filho do Visconde do Rio Branco, o criador da Lei do Septuagenário — aos 70 anos os escravos estariam libertos, contudo, quantos alcançariam essa idade? 
A morte de Paranhos Júnior foi muito lamentada. Quando a notícia chegou a Lisboa, a Câmara dos Deputados, sob o comando de Aresta Branco (1862-1952), suspendeu a sessão por meia hora, como era tradicional, em respeito ao ilustre diplomata. Porém, o Senado, no dia posterior, cuja presidência estava a cargo de Anselmo Braamcamp (1849-1921), secretariado por Bernardino Roque e Bernardo Paes de Almeida, inovou o costume. O presidente fez uma pausa na reunião e destacou: “Os altos serviços por aquele estadista prestados a Portugal e a circunstância de ser ele ministro quando o Brasil reconheceu a república portuguesa”, conforme o registro do lisboeta Diário de Notícias, que ainda anotou: “Honrou também o Barão do Rio Branco as tradições lusitanas da origem da sua família e por tudo isso propôs que durante dez minutos, e como homenagem à sua memória, os senhores senadores se conservassem silenciosos nos seus lugares. Assim se fez...”.
Foi a deferência ao grande brasileiro que retornara à Pátria Espiritual. 

O Cristo interno
Diante da vida tão atribulada que levamos, surge a argumentação: “É dificílimo obter um minuto de silêncio, que seja, com as crianças correndo, num feliz alarido, o vizinho com o som superelevado, aquela britadeira em frente da minha janela, ou com os mil problemas que tenho de enfrentar. Sinto muito, mas não consigo”. 
Consegue, sim! Não falo restritamente da quietude física. Refiro-me em especial àquela buscada dentro do Espírito. Você mesmo, às vezes num ônibus barulhento, apinhado, quente, o tráfego intenso, desliga-se pensando naquela questão que precisa sanar. Nada em volta o perturba ou o estorva. E quando desce do coletivo diz: “Puxa vida! Parecia impossível sair de tamanha enrascada e agora, naquele bendito ônibus, embora jogando calor em mim, a solução apareceu”. Por quê?! Porque Você entrou no silêncio, dialogou com o seu Cristo interno, com a ajuda do Espírito Santo.
Tudo na existência material é relativo. Basta ver que nas guerras pessoas se matam na presença de paisagens extraordinárias que Deus lhes oferece para acender no âmago justamente a vontade de viver. 

Maior riqueza
Os guris estão correndo, abrindo a geladeira, está uma confusão no meio da rua? Você saberá entrar no silêncio de si mesmo, de si própria, para sentir no íntimo a influência divina. Aproveite esses instantes de meditação, leia o Evangelho de Jesus, riqueza imensa deste e do Outro Mundo, e verá quantos benefícios a sua vida receberá. Mas, primeiro, vamos aplacar os ruídos da Alma. Um minuto de silêncio.

TBV
O Templo da Boa Vontade, em Brasília, é hoje amplamente reconhecido como excelente local para a criatura aquietar o coração e elevar o pensamento ao mais Alto, ganhando assim forças para seguir avante. O TBV preconiza o Ecumenismo Total, expressão criada pelo saudoso fundador da LBV, Alziro Zarur (1914-1979), o qual propõe a fraterna aliança da Humanidade da Terra com a do Mundo Espiritual Superior e com qualquer civilização que possa haver no Espaço.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com 

sábado, 21 de maio de 2016

ARTIGO

Daniel, a Fé e o poder da Prece

 Paiva Netto


Da edição revista e ampliada de Cidadania do Espírito, que a Editora Elevação em breve lançará, adianto-lhes trecho de entrevista que concedi ao escritor Alcione Giacomitti, para o seu livro Os Pilares da Sabedoria de um Novo Mundo (2001):
Costumo dizer que o milagre que Deus espera dos seres humanos (e espirituais) é que aprendam a amar-se. E a Prece é ferramenta poderosa para essa metamorfose urgente, porquanto a oração é o alimento da Alma, e o Amor, a substância da Justiça e da Paz. Tanto é verdade que inspirou a Melanchton (1497-1560), educador e teólogo luterano, esta preciosa manifestação: “As tribulações e as perplexidades levam-me à Prece; em compensação, a Prece aparta-me dessas aflições”.
O Profeta Daniel, famoso pela interpretação que fez do sonho de Nabucodonosor (Livro de Daniel, capítulo 2o), por jamais duvidar do Senhor dos Universos, comprovou tal força oriunda da convicção suprema no Pai Celestial. Não titubeou nem mesmo quando Dario, o Medo, assinou edito que condenava à cova de leões os que adorassem, durante o período de um mês, qualquer deus ou homem que não fosse o próprio rei. Neste episódio, vemos o soberano de Babilônia ser induzido maliciosamente por seus príncipes ardilosos, os quais desejavam encontrar alguma infração na conduta impecável daquele que seria promovido a administrador de todo o reino. Isso não impediu Daniel de reverenciar o Criador, orando de joelhos, como de hábito, três vezes ao dia. Denunciado o profeta pelos que cavavam sua ruína, Dario, com lamento e pesar, sentenciou-o à morte, ainda que tentando, sem sucesso, evitar tamanha injustiça. Agoniza, então, em seu palácio, passando a noite em jejum. Pela manhã, dirige-se às pressas ao local do martírio, testemunhando fato milagroso.
Sem um arranhão sequer, Daniel louvava: “Ó rei, vive para sempre! O meu Deus enviou o Seu anjo, e fechou a boca dos leões, para que não me fizessem dano, porque foi achada em mim inocência diante Dele; e também contra ti, ó rei, não tenho cometido delito algum”.
Nem é preciso descrever quão feliz ficou Dario. E à forma dura e crua daquele tempo, parecido algumas vezes com este, fez com que os acusadores do profeta, com suas famílias, fossem lançados às garras dos leões.
Depois disso, o rei conclamou o povo a adorar o Deus de Daniel por ser o Deus vivo que permanece eternamente, cujo reino não se pode destruir (Dn, cap. 6).
Paulo Apóstolo escreveu que “a Fé é a substância das coisas desejadas, a convicção de fatos que não se veem” (Epístola aos Hebreus, 11:1).

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com 


domingo, 15 de maio de 2016

Artigo: Que falta ao mundo para que haja Paz?

Que falta ao mundo para que haja Paz?

 

Paiva Netto


Em tempo algum a civilização alcançou tamanho grau de tecnologia. Que falta, pois, para que haja Paz? Resta sublimar as ações do progresso com a Espiritualidade Ecumênica, que potencialmente nos acompanha — saibamos ou não saibamos, queiramos ou não queiramos — desde antes do berço e de que devemos ser proclamadores, como crentes em Deus. Naturalmente que entendido como Amor, Verdade e também Justiça, que “é o apoio do mundo”, ao passo que “a injustiça, pelo contrário, é origem e fonte de todas as calamidades que o afligem”, consoante o pensamento do filósofo Dietrich de Holbach (1723-1789).
Como escrevi em Dialética da Boa Vontade — Reflexões e Pensamentos, lançado em 1987: Num futuro que nós, civis, religiosos e militares de bom senso, desejamos próximo, não mais se firmará a Paz sob as esteiras rolantes de tanques ou ao troar de canhões; sobre pilhas de cadáveres ou multidões de viúvas e órfãos; nem mesmo sobre grandiosas realizações de progresso material sem Deus. Isto é, sem o correspondente avanço ético, moral e espiritual. O ser humano descobrirá que não é somente sexo, estômago e intelecto, jugulado ao que toma como realidade única. Há nele o Espírito eterno, que lhe fala de outras vidas e outros mundos, que procura pela Intuição ou pela Razão. A paz dos homens é, ainda hoje, a dos lobos e de alguns loucos imprevidentes que dirigem povos da Terra.
A Paz, a verdadeira Paz, nasce primeiro do coração limpo do homem. E só Jesus pode purificar o coração da Humanidade de todo o ódio, porque Jesus é o Senhor da Paz.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com