terça-feira, 31 de maio de 2016
segunda-feira, 30 de maio de 2016
sábado, 28 de maio de 2016
Artigo: A Fé é o combustível das Boas Obras
A Fé é o combustível das Boas Obras
Paiva Netto
Em
uma palestra que proferi de improviso no Rio de Janeiro/RJ, em 5 de julho de
1991, asseverei que a Fé é o combustível das Boas Obras; portanto, do trabalho.
Tantos anos se passaram, e essa frase continua cumprindo o papel de fortalecer
os corações. É como a prece. Ela é necessária a todo instante, porque a Alma,
assim como o corpo, necessita de alimento. O que sustenta o Espírito é
justamente a oração. O Amor que vem de Deus é resultado de nossa permanente
sintonia com o Pai Celestial. Mas é preciso não esmorecer ante as intempéries
da existência. É de Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, este
incentivo basilar: “Aquele que perseverar
até ao fim será salvo” (Evangelho, segundo Mateus, 10:22).
Oração
do trabalhador
Pelo
ensejo do Dia do Trabalhador, comemorado em primeiro de maio, dedico aos
operários da Terra e do Céu da Terra — já que os mortos não morrem — a “Oração
do Trabalhador”, de autoria do nobre “Médico dos Pobres”, dr. Bezerra de Menezes (1831-1900), Espírito,
por intermédio da sensitiva Maria
Cecília Paiva, constante do livro Veleiro
de Luz:
“Senhor, nossos corações
reunidos aos corações que oram e trabalham em Teu Nome entoam o cântico de amor
e de felicidade que nos invade a Alma.
“Humildes trabalhadores de Tua
Seara, somos ainda os pequeninos aprendizes do Teu Evangelho que nos esclarece
para a longa jornada do infinito.
“Louvamos a Tua Grandeza que
estende mãos generosas à nossa debilidade, amparando-nos para que possamos
exercer o Divino Mandato que nos confiaste.
“Nós Te louvamos o nome
sagrado que imprime em nossas vidas a força necessária para empunharmos a
enxada do trabalhador consciente de sua responsabilidade.
“Nós Te agradecemos as bênçãos
generosas que deixas em nossos caminhos como frutos sazonados do Teu Amor,
ofertando-nos vitalidade maior.
“Nós Te suplicamos, Senhor,
que não nos deixes viver ao som das trombetas da vaidade, ou ao som dos elogios
fáceis.
“Sabemos, Divino Mestre, quão
pequenos e frágeis somos e quão necessárias são as Tuas Bênçãos para o nosso
fortalecimento.
“Reergue-nos, Senhor, quando
fraquejarmos.
“Inspira-nos nos momentos
difíceis.
“Ampara-nos hoje e sempre.
“Que os dias de trabalho que
Te ofertamos sejam iluminados pelas Auras de Teus Anjos, a fim de que aqueles
que se aproximarem de nós recebam a gota de orvalho que balsamiza e cura.
“Não nos deixes entregues ao
orgulho que ainda vive em nosso íntimo e permite que, humildes trabalhadores de
hoje, possamos prosseguir sempre, rumo aos mais altos planos, amando-Te e
servindo sempre em Teu Nome.
“Anjo de Deus, envolve-nos na
Tua Luz, e, estrada afora, cantaremos glórias ao Teu Nome para sempre!”.
Belíssima
oração! Faz bem à Alma. Espiritualidade Ecumênica é para isso: fazer bem ao
nosso Espírito. Portanto, muito oportuna esta palavra do meu saudoso amigo
ex-presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL) Austregésilo de Athayde (1898-1993): “A verdadeira religião ensina, orienta, edifica, porém não ameaça. A
infinita bondade de Deus não pode ser clava mortal para os pecadores”.
Um
mundo melhor
A
edição 234 da revista BOA VONTADE (março de 2013) trouxe este destaque da
palavra do vocalista do grupo Nenhum de Nós, Thedy Corrêa: “A LBV faz um
trabalho sensacional, porque muitas pessoas têm dificuldade de enxergar esta
possibilidade: a de que existe um mundo melhor... e a LBV mostra isso a elas”.
Grato
ao generoso povo brasileiro, que tem tornado possíveis essas ações de Boa
Vontade com seu imprescindível apoio.
José de
Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.
sexta-feira, 27 de maio de 2016
Cursos profissionalizantes da LBV colaboram para reintegração ao mercado de trabalho
Cursos profissionalizantes da LBV colaboram para reintegração ao mercado de trabalho
A Legião da Boa Vontade (LBV) disponibiliza, por intermédio do programa Capacitação e Inclusão Produtiva, diversos cursos profissionalizantes gratuitos que preparam o participante para o concorrido mercado de trabalho.
Durante as aulas, ministradas por profissionais capacitados, o aluno desenvolve competências e habilidades pessoais. E o conteúdo transmitido não está limitado às exigências técnicas das profissões: os inscritos aprendem, entre outras coisas, a maneira correta de se comportar em uma entrevista de emprego. Além disso, os monitores ensinam a elaborar um currículo, o que aumenta as chances de alcançar a vaga desejada.
Ao término das aulas, os participantes recebem o certificado de conclusão de curso. Rumo ao mercado de trabalho! A cerimônia de entrega foi no último dia 25 de maio. Nas aulas de Informática, por exemplo, o atendido aprende a utilizar ferramentas de edição de texto e planilhas e recebem dicas acessar a internet de maneira segura. “Esse é um dos cursos que possuem grande procura por parte da população, pois o mercado de trabalho exige que o profissional conheça as ferramentas básicas. Então, a Legião da Boa Vontade oferece essa oportunidade para que o chefe de família consiga alcançar seu objetivo profissional”, explicou o instrutor.
Outro curso muito procurado pela população local é o de Manicure que tem como módulos: higienização e esterilização dos materiais, cutilagem, termoterapia e decoração de unha. As aulas possibilitam que os participantes atuem de forma independente, colaborando no sustento do lar. “Depois que fiz o curso de manicure, consegui ajudar meu esposo a sustentar minha família com o dinheiro que eu ganho fazendo unha. É uma oportunidade que chegou na hora que eu mais precisava”, disse a formanda Aline Aparecida da Rosa.
Ao término dos cursos, os atendidos recebem o certificado de conclusão das aulas. Para eles, o diploma é a chave para alcançar melhores posições profissionais. No dia 1ª de junho tem início novamente, os cursos de informática e de manicure, com duração de 3 meses e as aulas acontecem duas vezes por semana, nos turnos manhã ou tarde.
Ao término dos cursos, os atendidos recebem o certificado de conclusão das aulas. Para eles, o diploma é a chave para alcançar melhores posições profissionais. No dia 1ª de junho tem início novamente, os cursos de informática e de manicure, com duração de 3 meses e as aulas acontecem duas vezes por semana, nos turnos manhã ou tarde.
quinta-feira, 26 de maio de 2016
Artigo
Momento de silêncio e
Barão do Rio Branco
Paiva Netto
Há
décadas, estabelecemos a cerimônia de um instante de silêncio antes da oração
que sempre inicia as atividades diárias nas Instituições da Boa Vontade, no
intuito de fortalecer a ligação das equipes solidárias das IBVs com a
Espiritualidade Superior, fato que vem se tornando prática cotidiana em
empresas.
Já
comentei nas minhas preleções no rádio e na televisão algo da história do
momento de silêncio; no entanto, não custa relembrar. Em 10 de fevereiro de
1912, faleceu o diplomata, professor e jornalista José Maria da Silva Paranhos Júnior (1845-1912), o Barão do Rio
Branco, um dos maiores chanceleres, senão o maior, que o Brasil conheceu. Era
filho do Visconde do Rio Branco, o criador da Lei do Septuagenário — aos 70
anos os escravos estariam libertos, contudo, quantos alcançariam essa idade?
A morte
de Paranhos Júnior foi muito lamentada. Quando a notícia chegou a Lisboa, a
Câmara dos Deputados, sob o comando de Aresta
Branco (1862-1952), suspendeu a
sessão por meia hora, como era tradicional, em respeito ao ilustre diplomata.
Porém, o Senado, no dia posterior, cuja presidência estava a cargo de Anselmo Braamcamp (1849-1921),
secretariado por Bernardino Roque e Bernardo Paes de Almeida, inovou o costume. O presidente fez uma pausa na
reunião e destacou: “Os altos
serviços por aquele estadista prestados a Portugal e a circunstância de ser ele
ministro quando o Brasil reconheceu a república portuguesa”, conforme o
registro do lisboeta Diário de
Notícias, que ainda anotou: “Honrou
também o Barão do Rio Branco as tradições lusitanas da origem da sua família e
por tudo isso propôs que durante dez minutos, e como homenagem à sua memória,
os senhores senadores se conservassem silenciosos nos seus lugares. Assim se
fez...”.
Foi a
deferência ao grande brasileiro que retornara à Pátria Espiritual.
O Cristo
interno
Diante da
vida tão atribulada que levamos, surge a argumentação: “É dificílimo obter um minuto de silêncio, que seja, com as crianças
correndo, num feliz alarido, o vizinho com o som superelevado, aquela britadeira
em frente da minha janela, ou com os mil problemas que tenho de enfrentar.
Sinto muito, mas não consigo”.
Consegue,
sim! Não falo restritamente da quietude física. Refiro-me em especial àquela
buscada dentro do Espírito. Você mesmo, às vezes num ônibus barulhento,
apinhado, quente, o tráfego intenso, desliga-se pensando naquela questão que
precisa sanar. Nada em volta o perturba ou o estorva. E quando desce do
coletivo diz: “Puxa vida! Parecia
impossível sair de tamanha enrascada e agora, naquele bendito ônibus, embora
jogando calor em mim, a solução apareceu”. Por quê?! Porque Você entrou no
silêncio, dialogou com o seu Cristo interno, com a ajuda do Espírito Santo.
Tudo na
existência material é relativo. Basta ver que nas guerras pessoas se matam na
presença de paisagens extraordinárias que Deus lhes oferece para acender no
âmago justamente a vontade de viver.
Maior
riqueza
Os guris
estão correndo, abrindo a geladeira, está uma confusão no meio da rua? Você
saberá entrar no silêncio de si mesmo, de si própria, para sentir no íntimo a
influência divina. Aproveite esses instantes de meditação, leia o Evangelho de
Jesus, riqueza imensa deste e do Outro Mundo, e verá quantos benefícios a sua
vida receberá. Mas, primeiro, vamos aplacar os ruídos da Alma. Um minuto de
silêncio.
TBV
O Templo
da Boa Vontade, em Brasília, é hoje amplamente reconhecido como excelente local
para a criatura aquietar o coração e elevar o pensamento ao mais Alto, ganhando
assim forças para seguir avante. O TBV preconiza o Ecumenismo Total, expressão
criada pelo saudoso fundador da LBV, Alziro
Zarur (1914-1979), o qual propõe a fraterna aliança da Humanidade da Terra
com a do Mundo Espiritual Superior e com qualquer civilização que possa haver
no Espaço.
José de
Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.
sábado, 21 de maio de 2016
ARTIGO
Daniel, a Fé e o poder da Prece
Paiva Netto
Da edição revista e ampliada de Cidadania
do Espírito, que a Editora Elevação em breve lançará, adianto-lhes trecho
de entrevista que concedi ao escritor Alcione
Giacomitti, para o seu livro Os
Pilares da Sabedoria de um Novo Mundo (2001):
Costumo dizer que o milagre que Deus espera dos seres humanos (e
espirituais) é que aprendam a amar-se. E a Prece é ferramenta poderosa para
essa metamorfose urgente, porquanto a oração é o alimento da Alma, e o Amor, a
substância da Justiça e da Paz. Tanto é verdade que inspirou a Melanchton (1497-1560), educador e
teólogo luterano, esta preciosa manifestação: “As tribulações e as perplexidades levam-me à Prece; em compensação, a
Prece aparta-me dessas aflições”.
O Profeta Daniel, famoso pela
interpretação que fez do sonho de Nabucodonosor
(Livro de Daniel, capítulo 2o), por jamais duvidar do
Senhor dos Universos, comprovou tal força oriunda da convicção suprema no Pai
Celestial. Não titubeou nem mesmo quando Dario,
o Medo, assinou edito que condenava à cova de leões os que adorassem, durante o
período de um mês, qualquer deus ou homem que não fosse o próprio rei. Neste
episódio, vemos o soberano de Babilônia ser induzido maliciosamente por seus
príncipes ardilosos, os quais desejavam encontrar alguma infração na conduta
impecável daquele que seria promovido a administrador de todo o reino. Isso não
impediu Daniel de reverenciar o Criador, orando de joelhos, como de hábito,
três vezes ao dia. Denunciado o profeta pelos que cavavam sua ruína, Dario, com
lamento e pesar, sentenciou-o à morte, ainda que tentando, sem sucesso, evitar
tamanha injustiça. Agoniza, então, em seu palácio, passando a noite em jejum.
Pela manhã, dirige-se às pressas ao local do martírio, testemunhando fato
milagroso.
Sem um arranhão sequer, Daniel louvava: “Ó rei, vive para sempre! O meu Deus enviou o Seu anjo, e fechou a boca
dos leões, para que não me fizessem dano, porque foi achada em mim inocência
diante Dele; e também contra ti, ó rei, não tenho cometido delito algum”.
Nem é preciso descrever quão feliz ficou Dario. E à forma dura e crua
daquele tempo, parecido algumas vezes com este, fez com que os acusadores do
profeta, com suas famílias, fossem lançados às garras dos leões.
Depois disso, o rei conclamou o povo a adorar o Deus de Daniel por ser o
Deus vivo que permanece eternamente, cujo reino não se pode destruir (Dn, cap. 6).
Paulo Apóstolo escreveu que “a Fé é a substância das coisas desejadas, a
convicção de fatos que não se veem” (Epístola aos Hebreus, 11:1).
José de
Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.
domingo, 15 de maio de 2016
Artigo: Que falta ao mundo para que haja Paz?
Que falta ao mundo para que haja Paz?
Paiva Netto
Em tempo algum a civilização alcançou tamanho grau de tecnologia. Que
falta, pois, para que haja Paz? Resta sublimar as ações do progresso com a
Espiritualidade Ecumênica, que potencialmente nos acompanha — saibamos ou não
saibamos, queiramos ou não queiramos — desde antes do berço e de que devemos
ser proclamadores, como crentes em Deus. Naturalmente que entendido como Amor,
Verdade e também Justiça, que “é
o apoio do mundo”, ao passo que “a
injustiça, pelo contrário, é origem e fonte de todas as calamidades que o
afligem”, consoante o pensamento do filósofo Dietrich de Holbach (1723-1789).
Como escrevi em Dialética
da Boa Vontade — Reflexões e Pensamentos, lançado em 1987: Num futuro que
nós, civis, religiosos e militares de bom senso, desejamos próximo, não mais se
firmará a Paz sob as esteiras rolantes de tanques ou ao troar de canhões; sobre
pilhas de cadáveres ou multidões de viúvas e órfãos; nem mesmo sobre grandiosas
realizações de progresso material sem Deus. Isto é, sem o correspondente avanço
ético, moral e espiritual. O ser humano descobrirá que não é somente sexo,
estômago e intelecto, jugulado ao que toma como realidade única. Há nele o
Espírito eterno, que lhe fala de outras vidas e outros mundos, que procura pela
Intuição ou pela Razão. A paz dos homens é, ainda hoje, a dos lobos e de alguns
loucos imprevidentes que dirigem povos da Terra.
A Paz, a verdadeira Paz, nasce primeiro do coração limpo do homem. E só
Jesus pode purificar o coração da Humanidade de todo o ódio, porque Jesus é o
Senhor da Paz.
José de
Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.
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