terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Artigo


Jesus é maior do que pensamos

Paiva Netto

Costumo afirmar que o Pai Celestial desaprova qualquer manifestação de ódio em Seu Santo Nome. Infelizmente, por vezes, vimos irromper essa separação intolerante, cujo proveito jamais é do agrado de Deus, que é Amor (Primeira Epístola de João, 4:8). Por isso, também abordo esse assunto em minha obra Jesus, o Profeta Divino, no capítulo “A dessectarização do Cristianismo”. É preciso esclarecer que não significa criar outro cristianismo. Na verdade, trata-se de devolver ao Cristo, justo e compassivo, o que é do Cristo, como propôs Alziro Zarur (1914-1979). Portanto, é dessa maneira abrangente que compreendemos o Jesus Ecumênico e Seus ensinamentos redentores, isto é, acima de idiossincrasias ou atavismos grosseiros. Um Jesus sem algemas.
O Cristo liberto de preconceitos e tabus oferece Sua Divina Amizade igualmente aos Irmãos ateus, que também de Deus são filhos.
Jesus veio a este planeta e sacrificou-se por Amor à humanidade. Fica aqui o nosso fraterno e cordial convite para que todos conheçamos o Cristianismo do Cristo e participemos dele.
Jesus é maior do que pensamos.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Artigo


Desmascarando o anti-Cristo

Paiva Netto

Na série radiofônica “Evangelho Unificado de Jesus” — que levei ao ar na Super Rede Boa Vontade de Rádio, na década de 1990 —, defendo o meu ponto de vista quanto à verdadeira face do anti-Cristo. Em determinado momento da palestra, feita ao vivo e de improviso, destaquei:
O que mais anti-crístico do que o ódio? Alguns ficam somente esperando um monstro, mas é preciso livrar a cabeça de simbolismos estereotipados, que levam as pessoas a esperar algo fantasmagórico, quando o problema está aqui neste plano mesmo, há séculos se desenrolando. O próprio Apocalipse fala em vários anti-Cristos. Contudo, a explicação que existe por aí sobre eles é muito restritiva.
Os estereótipos geralmente mantêm as criaturas distraídas, quando, na realidade, a ação do anti-Cristo é a ira, o estupro, o feminicídio, a pedofilia, a maldade, a violência doméstica, a corrupção, a impunidade e tudo mais que desonra o Espírito, o ser humano, o cidadão, a família, a comunidade, a sociedade, a pátria, o mundo.
Eis que o anti-Cristo é também uma espécie de “lobo invisível” — o espírito obsessor —, que urge ser banido de dentro das criaturas. Trata-se da Babilônia*2, parte não apreciável de todos nós.
Nostradamus (1503-1566), numa carta que endereçou a Henrique II (1519-1559), rei da França, revela que:

— A apostasia será quase geral.

O vidente de Salon*3 fez, com essas poucas palavras, uma descrição da atividade do anti-Cristo.
O Mestre Jesus, por sua vez, descrevendo os tempos em que vivemos, declarou:

— E, por se multiplicar a iniquidade [no mundo], o amor de muitos esfriará. Mas aquele, porém, que perseverar até o fim será salvo (Evangelho do Cristo, segundo Mateus, 24:12 e 13).

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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*2 Babilônia — Apocalipse de Jesus, segundo João, 14:8; 16:19; 17:5; 18:2; e 18:10.
*3 Salon — Cidade francesa onde Nostradamus viveu.
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Serviço – A Missão dos Setenta e o “lobo invisível” (Paiva Netto), 384 páginas. À venda nas principais livrarias ou pelo www.amazon.com.br.

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Artigo


Extraordinária missão dos Fiéis Mensageiros de Deus
Paiva Netto

Quem vos der ouvidos a mim me ouve; e quem vos rejeitar a mim me rejeita; quem, porém, me rejeitar rejeita Aquele que me enviou [ou seja, o Pai, que está no Céu].
Jesus (Lucas, 10:16)

Diante disso, é necessário ter cuidado ao propagar o que Jesus deixou escrito por intermédio dos Evangelistas. Se você não estiver transmitindo corretamente os ensinamentos do Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, a pessoa que os ouvir creditará a Ele a má lição recebida. Ao deturpar preceitos celestes, o vacilante ficará numa posição delicada perante a Justiça Eterna, pois estará servindo de instrumento ao “lobo invisível”, para o desvio das ovelhas do Senhor.
A fim de ser fiel mensageiro da Palavra de Deus, o evangelizador não precisa inventar nada. Basta que abra e leia o Evangelho-Apocalipse de Jesus com o coração iluminado pelo Amor Fraterno e o cérebro esclarecido pela Verdade Divina. Analise tudo em Espírito e Verdade, à luz do Novo Mandamento do Sublime Pegureiro — “Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos” (Evangelho do Cristo, segundo João, 13:34 e 35). O que sempre se deve guardar na mente é que não se pode pregar com ódio o que o Pai Celestial ensinou com Amor. No dia em que todos dessa forma estudarem a Boa Nova e o Livro das Profecias Finais, chegaremos à curul, ao apogeu, dessa tarefa extraordinária, que Jesus concedeu à nossa modesta capacidade. O Mestre pode parecer, a certos olhos humanos, divinamente incoerente. No entanto, Ele não o é.

Minha coerência é o bem do meu semelhante
Recordo-me da seguinte reflexão de Ralph Waldo Emerson (1803-1882), que o Gandhi (1869-1948) gostava de citar:

— A tola coerência é o cavalo de batalha dos medíocres.

Em algumas ocasiões, expliquei que é claro que o Mahatma não estava, ao propagar o raciocínio de Emerson, preconizando o pensamento desgovernado, a incoerência boçal. Sendo um homem de pensamento amplo, ele compreendia perfeitamente que tal “coerência” serviu de pretexto para muitos que não queriam avançar. Por isso, buscava a que sobrepaira a craveira comum do entendimento das pessoas — a coerência da moral divina, que todos nós temos de aprender.
Não podemos, portanto, agir irresponsavelmente, querendo atribuir a essa expressão um sentido criminoso.
Inspirado na sabedoria antiga dos hindus, o Mohandas ainda afirmava:

— A estrada que conduz à Verdade foi construída para os intrépidos.

Em meu livro Reflexões e Pensamentos — Dialética da Boa Vontade (1987), alicerçado no exemplo de Jesus, o Cristo de Deus, escrevi que a minha coerência é o bem do meu semelhante.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
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Serviço – A Missão dos Setenta e o “lobo invisível” (Paiva Netto), 384 páginas. À venda nas principais livrarias ou pelo
www.amazon.com.br.