Presença Luminosa e Libertadora
Paiva Netto
Desde
2004, por iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU), comemora-se o 2 de
dezembro como o Dia Internacional da Abolição da Escravatura. O intuito é fazer
com que todos se recordem de que, longe de ser um estigma superado, ainda hoje
é mal que aflige diversas partes do planeta. Ao refletir sobre essa terrível
realidade, trago a vocês, prezados leitores e leitoras, estas palavras
extraídas de meu ensaio literário Jesus,
o Libertador Divino, que publiquei na imprensa na década de 1980:
Existe
um Libertador cuja influência transcende limites ou datas humanas. Sua atuação
é constante. Enquanto houver fome, desemprego, falta de teto, menores sem
escola e carinho, idosos sem amparo e afeto, gente sem quem a conforte, há uma
inadiável emancipação de todas as etnias ainda por fazer.
Consigna a História personagens notáveis, que dignificaram a
existência terrestre (...). Entretanto, ao inexorável passar do tempo, da
lembrança dos povos vai esmaecendo a fama das realizações de muitos deles,
somente restando os seus nomes e a pálida recordação dos seus feitos.
Um desses vultos históricos de todos os tempos e de todas as
nações gloriosamente resiste. Cada vez mais fulgura a Presença Luminosa e
Libertadora. Sua marca indelével firma-se na memória dos homens: “Passará o Céu, passará a Terra, mas as
minhas palavras não passarão” (Evangelho, segundo Lucas, 21:33).
Sua vida — infância, juventude, pregação da Boa Nova,
padecimentos, morte, ressurreição — não encontra paralelo na Terra: “Vós sois de baixo, Eu sou de cima; vós sois
deste mundo, Eu não sou” (Evangelho, segundo João, 8:23).
Depois Dele, a vivência do ser humano nunca mais foi a mesma:
“Eu sou a Ressurreição e a Vida. Quem crê
em mim, ainda que morra, viverá. Aquele que vive e em mim acredita não padecerá
eternamente” (Evangelho, segundo João, 11:25 e 26).
Sacudiu as almas e convocou para Belém a diligência dos
poderosos. A Seu respeito profetizou Simeão:
“Eis que este Menino está destinado para
a ruína e o erguimento de muitos, e para alvo de contradições” (Evangelho,
segundo Lucas, 2:34).
Desde a infância, manifestou o Seu elevado saber: aos 12 anos
já pregava aos doutores da lei, revelando o Seu Divino conhecimento.
Falava-lhes com avançada sabedoria. Deixava-os atônitos e em demorada reflexão,
tamanha a sublimidade das lições que as Suas réplicas encerravam: “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve
a minha palavra e crê Naquele que me enviou, já passou da morte para a Vida
Eterna” (Evangelho, segundo João, 5:24).
(...) Quereis saber o Seu nome? Jesus!, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, ipso facto, sem resquícios de
intolerância, porquanto Ele, para redenção nossa, é Amor elevado à enésima
potência, “a Claridade perene, que, vinda ao mundo, ilumina todo homem”
(Evangelho, segundo João, 1:9).
José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com
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